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Servidores protestam e ameaçam entrar em greve

Funcionários públicos do estado podem entrar em greve por tempo indeterminado. Representantes sindicais se reuniram, ontem pela manhã, com representantes da Secretaria de Estado de Administração (Sead), a fim de negociar o prazo para pagamento do retroati

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Funcionários públicos do estado podem entrar em greve por tempo indeterminado. Representantes sindicais se reuniram, ontem pela manhã, com representantes da Secretaria de Estado de Administração (Sead), a fim de negociar o prazo para pagamento do retroativo referente a 1994.

No entanto, o prometido por Simão Jatene, na época das eleições, não será mais cumprido e os servidores fecharam as duas vias da avenida Almirante Barroso.

A manifestação começou, primeiramente, em frente a sede da secretaria, localizada na travessa do Chaco. Uma comissão com cerca de nove representantes de sindicatos de servidores públicos que atuam na capital, se reuniram com a titular da secretaria, Alice Viana, a fim de decidir sobre as formas e prazos para o pagamento do retroativo de 22,45% a, aproximadamente, 15 mil funcionários que aderiram ao Termo de Adesão da Sead.

Mas, após uma reunião que durou cerca de 2h30, a Sead informou que não irá realizar ainda o pagamento. Segundo o presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado do Pará, Valdo Martins, o motivo é que o pagamento não será realizado enquanto não sair o resultado da ação rescisória que tramita no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), feita pelo governo, pedindo a anulação do pagamento.

PROMESSA

Ainda segundo ele, Simão Janete, durante a campanha eleitoral, fez promessas aos servidores e chegou a distribuir panfletos afirmando que o pagamento seria feito em 2015.

“O que brigamos hoje é pelo retroativo de 94 para cá e o governo entrou com uma ação rescisória tentando anular este pagamento e disseram que se perderem aqui, vão recorrer a Brasília. Nós estamos diante de um governador que muda de opinião toda hora. Em negociações anteriores ele disse que iria pagar e fazer os cálculos para reajuste do valor e agora ele mudou”.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado no Município de Belém (Sispemb), Leandro Borges, a categoria pedia o início do pagamento até março de 2015 em, 60 vezes. “Eles alegaram que estão em crise econômica, mas é mentira, foi destinado e orçado R$ 2,2 bilhões”.

Borges afirmou ainda que os sindicatos deverão se reunir para decidir sobre uma possível greve. “A greve geral não está descartada. Vamos fazer uma plenária, reunir com sindicatos e depois chamar a categoria e definir uma greve”, contou.

A categoria decidiu fechar a avenida Almirante Barroso com a travessa do Chaco por 30 minutos. As duas pistas e o BRT foram tomados pelos servidores públicos. O trânsito foi liberado às 13h. Em nota, o Governo do Estado disse que “lamenta a manifestação dos sindicatos que interrompeu o fluxo de veículos na Avenida Almirante Barroso, mesmo após os representantes dos sindicatos terem sido recebidos pela secretária de Estado, Alice Viana e pelo Procurador Geral do Estado, Antônio Saboia”.

A nota diz ainda que durante a reunião, “o Governo do Estado afirmou que aguarda o julgamento da ação rescisória que corre desde 2012 sobre o pagamento do retroativo dos 22,45% e que tão logo o poder judiciário julgue o mérito da ação, o Estado retoma a mesa de negociação com os sindicatos”.

(Diário do Pará)

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