Ao longo de todo o primeiro mandato, a segurança pública foi uma espécie de calcanhar de Aquiles do governo Jatene. Os índices de violência no Estado são cada dia mais alarmantes.
Por isso, o entendimento é de que o Pará precisará muito mais do que a autoridade de um general para pôr um freio nesses índices. Nos primeiros dias de janeiro, a rotina de assaltos com reféns e homicídios, principalmente, na periferia de Belém se manteve.
Dados do Mapa da Violência 2014, apresentados pela Fundação Sangari, mostram que, de 2002 a 2012, houve aumento de 175% nas taxas de homicídios no Estado.
Estudo do mesmo Instituto aponta a Região Metropolitana de Belém em segundo lugar no ranking de crescimento (121,8%) do número de homicídios ao longo dos dez últimos anos.
A capital paraense saiu de 362 assassinatos, em 1997, para 803, em 2007.Entre as dez capitais analisadas, Belém só perdeu nesse período para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde a taxa de homicídios subiu 206,1%, passando de 727 para 2.225.
Nenhum plano foi anunciado até o momento para combater esses índices. “Não temos conhecimento da especialização do general na área de segurança pública, que é uma área que exige preparo especial, mas não queremos fazer críticas precipitadas. Vamos aguardar o trabalho para resolver a questão no curto, médio e longo prazo”, diz o presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Pará, Alberto Campos, ao comentar a indicação.
A OAB também espera que o novo secretário dialogue com a sociedade. Para Campos, o novo titular da Segup terá um desafio imediato: dar uma resposta à sociedade sobre a chacina que marcou o novembro do ano passado em Belém, quando 11 pessoas morreram assassinadas na noite do dia 4 e madrugada do dia 5.
(Diário do Pará)
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