Com quadro de anemia profunda, pneumonia, insuficiência respiratória e insuficiência renal, Maria Rosângela Chaves, de 53 anos, deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência Augusto Chaves no dia 9 de janeiro. Até conseguir um leito SUS na UTI do Hospital Particular da Divina Providência, no mesmo município, foram seis dias de agonia e de espera de um contato positivo da Central de Regulação de Leitos.
“A gente se sente incapaz. Tem que correr para amigo, família, todo mundo, para ver se alguém conhece alguém, com influência política mesmo, para conseguir internar. Foi assim que conseguimos o leito dela”, conta a prima da paciente, Raimunda Silva.
“Ela ficou todos esses dias entubada, inconsciente, não tinha cardiologista, nada, só ‘médico comum’ mesmo, e nada de ela melhorar. O atendimento nem era ruim, mas não ajudava muito”, lembra.
Da primeira vez que passou mal com sintomas que pareciam ser de tuberculose, até conseguir um leito no Hospital Universitário João Barros Barreto, referenciado para esse tipo de tratamento, Ana Cristina Barreto Santana, de 32 anos, amargou três meses de idas e vindas do Pronto Socorro Municipal e da Santa Casa Misericórdia. Finalmente internada no Hospital do PSM no dia 18 de dezembro, teve leito de UTI solicitado somente no dia 3 de janeiro, conseguindo a transferência para o HUJBB quatro dias depois por conta de um derrame pleural.
“Como sou missionário, conheço bastante gente e saí pedindo ajuda a todos. No PSM ela ‘ficava no antibiótico’, mas não melhorava. Não desejo a ninguém o que minha esposa passou, o que eu passei com ela”, conta Joel da Conceição, de 36 anos.
(Diário do Pará)
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