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Usuários enfrentam longa fila para atendimento

Muitas pessoas que procuram a Casa do Trabalhador para agendamento e entrada no benefício do seguro-desemprego se queixam da demora na prestação do serviço. O espaço recebe cidadãos de diversos municípios paraenses, que acabam tendo que enfrentar uma lon

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Muitas pessoas que procuram a Casa do Trabalhador para agendamento e entrada no benefício do seguro-desemprego se queixam da demora na prestação do serviço.

O espaço recebe cidadãos de diversos municípios paraenses, que acabam tendo que enfrentar uma longa fila já cedo pela manhã. O espaço também não oferece comodidade a quem tem que esperar pelo atendimento.

O processo para garantir o benefício é demorado. Primeiro, a pessoa deve levar os documentos necessários à Casa do Trabalhador e aguardar por algumas horas o retorno da ficha já com a data do retorno.

É nessa volta que a pessoa irá dar a entrada no seguro-desemprego. O problema é que entre o agendamento e entrada, o trabalhador leva até dois meses para finalmente receber. Tempo que muitos não podem esperar.

ESPERA

Este é o caso de Daleidilene Coelho Cruz. Ela viajou de Soure, no Marajó, para o agendamento e ficou das 7h até às 9h45 sentada em um batente do prédio enquanto aguardava ser chamada. Ela foi agendada para 4 de março e, ao voltar, terá que enfrentar nova fila. “Bem que poderia ter um banco para a gente.

Ficamos aqui do lado de fora na quentura e outros em pé encostados na parede porque não tem onde sentar”. Para ela, este tempo vai ser um pouco complicado já que tem um filho de três anos para cuidar.

“Eu espero que não demore porque em fevereiro tem menos dias, né? Mas quem tem filho e tem que cuidar da casa é um tempo muito grande”. Já Nazareno Cruz, de 58 anos, fez o agendamento dia 5 de dezembro e retornou ontem às 6h para dar a entrada no seguro. Ele possuía a senha de número 58 e, até às 11h30, o atendimento ainda estava na senha 42. Ele contou que algumas pessoas chegaram a reclamar com os funcionários por conta da lentidão e do calor.

“Eu vim em dezembro e mandaram eu vir dia 19 de janeiro. Isso tinha que ser um negócio mais agilizado. Ainda agora um rapaz estava gritando aqui ‘estamos desde cedo e ninguém atende?’.

O atendimento é péssimo, a central de ar parou de funcionar e estamos aqui no calor”, contou. Em nota, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) afirma que está tomando providências em relação ao atendimento e a infraestrutura da Casa do Trabalhador.

“Para acelerar e melhorar a qualidade do atendimento estamos adotando, mediante processo licitatório, a contratação de serviços de engenharia e aquisição de equipamentos, como móveis e aparelhos de informática. Além disso, para minimizar a demanda reprimida, estamos revendo o horário de atendimento para o agendamento e o atendimento ao público”.

(Diário do Pará)

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