Com a chegada do período de chuvas mais intensas na região, é comum observar os postos de saúde e hospitais de urgência e emergência lotados de pessoas apresentando sintomas de viroses.
Geralmente, as crianças menores de cinco anos são as que mais sofrem nesta época do ano e acabam visitando o pediatra com mais frequência.
“As doenças respiratórias são influenciadas pelo clima. A umidade relativa do ar é um pouco mais elevada, então facilita a sobrevivência do vírus no meio ambiente e a transmissão do vírus se torna mais eficiente. A maior incidência nesta época é de viroses respiratórias, não necessariamente doenças diarreicas que são ocasionadas por alguns vírus como o rotavírus e outros enterovírus, eles não têm um padrão sazonal bem definido. Diferente dos vírus respiratórios que são mais incidentes nesta época”, ressalta o pesquisador titular do Instituto Evandro Chagas (IEC) na área de Virologia, o virologista Wyller Alencar de Mello.
O especialista explica que existem diversos tipos de viroses respiratórias e a transmissão ocorre pelo ar. No caso do vírus Influenza que causa a gripe, a vacina é uma forma de prevenção.
“Existem outros vírus que ocasionam sintomas respiratórios e que não são necessariamente da gripe, mas você não tem como se precaver de uma infecção. Para a gripe, você tem a vacina. A vacina de influenza é preconizada todos os anos. Principalmente os idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas precisam se precaver tomando a vacina, que é disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde, pelo Ministério de Saúde”.
CONTÁGIO
Segundo o especialista, o contágio das viroses respiratórias se dá pelo contato de uma pessoa sadia com uma pessoa doente. “Toda vez que você fala, transmite aerossol e, nesse aerossol, se você tiver infectado com o vírus, é capaz de transmitir para outra pessoa. Esse aerossol inalado por uma pessoa que não esteja doente vai fazer com que ela seja infectada pelo vírus”, garante o pesquisador.
Evitar ambientes fechados e o contato com pessoas infectadas são algumas formas de prevenir a contaminação pelos vírus respiratórios. “É impossível distinguir clinicamente, só pelos sintomas, se a pessoa está com Influenza ou com Rinovírus ou com Adenovírus. Isso só pode ser feito a partir do momento em que você realiza um exame de laboratório”, disse o especialista.
O IEC oferece serviço de atendimento médico pela manhã, diariamente, e a realização de exames gratuitos para diagnosticar qual a causa dos sintomas e qual tipo de virose.
Em caso de aparecimento de alguns desses sintomas, a orientação do especialista é procurar um atendimento médico e não se automedicar. O virologista explica que alguns indivíduos têm uma facilidade maior de produzir anticorpos que vão combater agentes infecciosos. Já a baixa resistência só pode ser comprovada por meio de exames laboratoriais.
“Quanto mais cedo o paciente procura um diagnóstico, melhor. Depois de um certo tempo, as infecções respiratórias fazem com que o quadro evolua, como, por exemplo, para uma pneumonia ou outra complicação mais séria”, orienta.
SINTOMAS VIROSES GRIPAIS
GRIPE - coriza, tosse, dores articulares, indisposição e febre.Maiores de 60 anos, crianças e portadores doenças crônicas estão mais propícios a desenvolver dores articulares ou artralgia.REFRIADO – coriza persistente e indisposição.
TRATAMENTO
Além de repouso, o tratamento consiste no alívio dos sintomas da gripe. Os principais medicamentos sintomáticos utilizados são os analgésicos e antitérmicos, que aliviam a dor e a febre.
PREVENÇÃO - Vacina contra o vírus Influenza.- Evitar ambientes fechados.- Evitar contato com pessoas infectadas com viroses respiratórias.
(Diário do Pará)
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