A partir das 18h, a Praça da República é tomada por vendedores e usuários de drogas. A movimentação é característica. Grupos de homens e mulheres se juntam nos bancos e em toda a extensão da praça. ‘Clínica Geral’ é como os usuários chamam os locais em que encontram todo tipo de entorpecentes. Eles não se inibem. Poucos são os que arriscam atravessar a praça nesse horário.
O flanelinha que trabalha nas redondezas detalha: é ao escurecer que os traficantes e viciados se encontram. “Eu chego aqui às 17h. Depois das 18h dá tanto usuário que os guardas nem se metem em tirá-los. Seria preciso pelo menos uns dez guardas para a quantidade de gente que consome aqui na praça”, relata.
Viciado em maconha e tendo fumado minutos antes, o flanelinha conta que mudou de vida, mas não abandonou o vício. Pronto para consumir novamente assim que o efeito da última passar, ele mostra um “limãozinho” dentro da mochila. ‘’Já morei 20 anos na rua. Arrumei minha mulher aqui, era prostituta. Temos duas meninas. Já fui preso, já puxei cana. É difícil sair. Enquanto estiver rolando, eu vou fumando”, conta.
(Diário do Pará)a
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