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Denúncias de desvios na Prefeitura de Parauapebas

“Tenho família, quatro filhos e temo sobre o que pode me acontecer”. Essa denúncia foi feito pelo advogado Jakson Souza da Silva, presidente da subseção da OAB em Parauapebas, em 21 de janeiro de 2014. Na noite de sábado, um ano de três dias depois, a ame

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“Tenho família, quatro filhos e temo sobre o que pode me acontecer”. Essa denúncia foi feito pelo advogado Jakson Souza da Silva, presidente da subseção da OAB em Parauapebas, em 21 de janeiro de 2014. Na noite de sábado, um ano de três dias depois, a ameaça se cumpriu.

Fontes ligadas a Jakson dizem que as ameaças que ele vinha sofrendo estão ligadas à morte de outro advogado, Dácio Antônio Cunha, também de Parauapebas, assassinado no fim de 2013.

Na época da denúncia, Jakson avisou que a organização criminosa que tirou a vida de Dácio foi a mesma que promoveu um atentado ao blogueiro Wnadernilson Santos Costa, o “Popó”, de Parauapebas.

A quadrilha teria ramificações no Pará e no Amazonas e estaria desviando recursos públicos, fato que vinha sendo investigado e denunciado por Jakson.

Devido a essa investigação, Jakson estaria incluído numa lista de pessoas marcadas para morrer em Parauapebas, fato que também foi denunciado há um ano junto à OAB-PA.

Na época, Jarbas Vasconcelos, presidente da OAB-Pará, cobrou da Polícia Civil que investigasse o fato e que garantisse segurança ao advogado, pai de quatro filhos, o mais novo com 18 meses. Ao delegado geral de Polícia Civil do Estado do Pará, Rilmar Firmino de Souza, o OAB pediu que a ameaça fosse incluída no Gaer – Grupo de Atuação Especial de Repressão a Crimes de Representatividade.

A OAB-PA também solicitou ao secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes, a inclusão de Jakson Silva no Provita – Programa de Proteção a Vitimas e Testemunhas.

“Tenho família, quatro filhos e temo sobre o que pode me acontecer”, afirmou o advogado em entrevista cedida à impresa na época. Jakson contou que não tinha inimigos em Parauapebas nem clientes insatisfeitos com seu trabalho.

Porém, ele também apontou fatos sobre possíveis motivações para que seu nome fizesse parte de uma lista de marcados para morrer no município. “Tudo nos leva a crer que esse foi mais um brutal assassinato ligado ao exercício profissional”, afirmou Vasconcelos, ao chegar a Manaus, lembrando que Jakson apurava denúncias de improbidade administrativa na Prefeitura de Parauapebas.

“Ele foi ameaçado gravemente por denúncias feitas sobre licitações. É uma linha a ser investigada”.Desde 2011, sete advogados foram assassinados no Pará, lista a OAB.

A entidade solicitou a autoridades de segurança e ao Ministério Público providências urgentes para a solução dos casos ainda em aberto, bem como para evitar que os fatos se repitam.

(Diário do Pará)

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