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Grupos de milícias atuam com participação de PMs

Grupos de milícias atuam plenamente no Estado, com a participação de policiais militares, sendo que pelo menos três deles coexistem na Região Metropolitana de Belém, financiados por empresas, comércio ilegal e tráfico de drogas. Este é o cenário apresenta

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Grupos de milícias atuam plenamente no Estado, com a participação de policiais militares, sendo que pelo menos três deles coexistem na Região Metropolitana de Belém, financiados por empresas, comércio ilegal e tráfico de drogas. Este é o cenário apresentado pelo relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Milícias no Pará, que foi entregue nesta sexta-feira (30) durante sessão na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Elaborado em 44 dias, o documento apurou a existência dos grupos de extermínio paraenses após uma chacina ocorrida no dia 4 de novembro de 2014 registrar 11 mortes, incluindo a do cabo PM Figueireido, conhecido como “Pet”, apontado como líder miliciano no bairro do Guamá.

Segundo os deputados, os grupos utilizam a experiência dos membros para realizar os extermínios, geralmente motivados por interesses financeiros, como o “controle do tráfico de drogas” e eliminação de comerciantes “agiotas”.

Após a execução de Pet, 10 pessoas foram mortas em Belém. A CPI acredita que foi uma "resposta" dada pelo grupo de milícia liderado pelo PM assassinado. (Foto:Mauro Ângelo/Diário do Pará)

O relatório afirma ainda que os milicianos são respeitados na corporação, “seja por suas destrezas ou pelo valor que apresentaram em ‘combate’”, ou temidos pelos outros policiais, seja “receio de serem mortos por contrariarem ou oporem-se aos interesses da milícia”.

Os deputados também escreveram que os grupos são financiados pela “venda de segurança a traficantes”, pela venda de drogas apreendidas em operações policiais, extermínio de pessoas, roubo de cargas e até “assalto aos cofres públicos, através de fraudes a licitações e outras modalidades criminosas”.

CABO FIGUEIREDO

Sobre o homicídio do membro da Rotam, a CPI afirma que o caso está elucidado, sendo “ fruto de suas ações milicianas”, do mesmo modo como está “elucidada a chacina que se seguiu, que teria sido de fato uma retaliação à execução do PM.

A CPI pediu o indiciamento do sargento Rossicley Silva por apologia ao crime. (Foto: reprodução/Facebook)

O documento ainda afirma que não é possível saber quem foram os executores da chacina, mas pede a responsabilização do sargento Rossicley Silva, que publicou nas redes sociais uma “convocação” para dar a “resposta” ao crime. Os deputados avaliam a atitude como “irresponsável”, que “desencadeou uma reação sem precedentes na capital do Pará”.

O relatório ainda cita alguns nomes de pessoas que seriam envolvidas na milícia do cabo Pet: O policial militar, Otacílio José Gonçalves Queiroz, o “Cilinho, Josias Siqueira da Conceição, ex Cabo do exército brasileiro, Valmir ou Valdemir Oliveira, cabo Oliveira, conhecido pela alcunha de “Canana”, dois homens conhecidos como “Marcelo da Sucata” e “Zé da Moto”, o cabo PM Romero Guedes Lima, conhecido como “Montanha”, e um homem chamado de “Gasparzinho”.

Entre diversas medidas, a CPI recomenda o indiciamento do suposto grupo miliciano do cabo Pet e do sargento Rossicley por apologia ao crime.

(DOL)

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