Terminou sem acordo a sexta reunião sobre o reajuste da mensalidade escolar no Pará. A fixação do índice de reajuste tem como base a inflação de 2014, de 6,23%. O reajuste de 1.5% acima da inflação proposto pelo Sindicato das Escolas Particulares não foi aceito pelos órgãos de defesa do consumidor e pelos representantes dos estudantes, que apresentaram uma contraproposta de 1.3% acima da inflação.
Diante do impasse, a reunião foi novamente suspensa. Uma nova rodada de negociação deve ocorrer na próxima quinta-feira, 5, prazo final, antes de ser acionada a Justiça.
O acompanhamento do índice inflacionário na definição dos valores da mensalidade deste ano foi defendido pelos órgãos de defesa do consumidor e representantes estudantis em contraproposta ao percentual de 8,23% (dois pontos percentuais acima da inflação) levantado inicialmente pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Pará (Sinepe-PA).
A União Paraense dos Estudantes (Upes) sinalizou que entrará na Justiça, caso não seja definido valor nenhum na próxima semana. Em 19 anos, esta é primeira vez que o acordo não é fechado até o dia 15 de janeiro, data em que o índice da inflação já é de conhecimento público, segundo Roberto Sena, supervisor do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
“O indicador saiu dia 10 e logo depois chegávamos a um acordo, mas este ano, devido a inflação mais alta e uma série de custos - aumento de energia elétrica e uma série de outras coisas- os donos de escola tiveram a preocupação com esse possível repique da inflação”, contou.Para a presidente do Sinepe-PA, Suely Menezes, “o acordo é considerado desnecessário para a maioria das escolas”.
“Então, vamos ouvir a categoria e na próxima quinta-feira nós vamos ver se fazemos o acordo ou, não”, informou. “Muito embora tenha havido esse adiamento está se fazendo todo o esforço para alcançar a coletividade, que são os alunos e pais deles, disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Michell Durans.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar