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Policiais resistem à míngua em cidades do Marajó

Mais de uma dezena de policiais militares destacados para o município de Santa Cruz do Arari, no arquipélago do Marajó, denunciam péssimas condições do trabalho no destacamento que é considerado hoje o pior de todo o Pará. Eles, que cederam as fotos que o

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Mais de uma dezena de policiais militares destacados para o município de Santa Cruz do Arari, no arquipélago do Marajó, denunciam péssimas condições do trabalho no destacamento que é considerado hoje o pior de todo o Pará. Eles, que cederam as fotos que o DIÁRIO estampa nesta página, pedem providências.

Quem é mandado para trabalhar em Santa Cruz do Arari e Vila do Jenipapo não tem noção do que o aguarda como recepção: insetos, ratos, lama e a incerteza de se voltar vivo. O local que serve de moradia aos PMs é um alvo fácil para marginais - tanto que três soldados já perderam a vida nos últimos anos em Santa Cruz do Arari e na vila Jenipapo.

Desde o final do ano passado o DIÁRIO vem recebendo fotografias denunciando as precárias situações tanto do destacamento da Polícia Militar em Santa Cruz do Arari, com doze policiais, como no subdestacamento na vila do Jenipapo, que soma guarnição de três policiais, que permanecem por 15 dias consecutivos no abandono por parte do Governo do Estado.

Duas casas velhas de madeira servem hoje de destacamento e sub destacamento. Elas foram doadas pela Prefeitura de Santa Cruz do Arari ao Governo do Estado em tempos passados. Como a parceria “acabou”, na doação o prefeito do município - através de uma lei municipal -, colocou toda logística a cargo do governador Simão Jatene.

A lei nº 375/2012 assinada pelo prefeito Marcelo José Beltrão Pamplona, datada de 28 de junho de 2012, autoriza a cessão dos imóveis à Secretária de Segurança Pública do Estado do Pará, para alojamento de policiais destacados para o município de Santa Cruz do Arari.

O prefeito informa que os imóveis cedidos estão localizados na vila de Jenipapo, na rua Canto do Rio, e na cidade de Santa Cruz do Arari, na rua Beira Mar. As casas eram de madeira e, segundo informações, já estavam em péssimas condições para se habitar ainda quando houve a cessão.

No local não há alojamento e sim armadores de redes, onde os policiais militares passam a noite após um dia de exaustivo trabalho. A madeira velha apodrecida dá lugar a imensas frestas que podem levar perigo durante a noite, uma vez que a parte de baixo da casa é passagem de pedestres.

Colegas de farda que estiveram em Santa Cruz temem que os policiais destacados possam a vir ser alvejados durante a noite.

Um policial que no ano passado deu reforço ao policiamento em Santa Cruz do Arari ficou estarrecido com a situação dos colegas. Imensas ratazanas fazem parte do cotidiano dos militares, visitando as panelas e o fogão atrás de restos de comida.

Três policiais foram assassinados nas localidades.

PM diz que falta de legalização de imóveis é entrave.

(Diário do Pará)

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