Os sanitários das duas casas que servem como local para o descanso dos policiais em Santa Cruz do Arari e vila Jenipapo são no estilo “caixote de madeira”, sem descarga e sem fossa séptica. Um fica dentro da casa, outro ao lado da cozinha. No local não há armários e o armamento do destacamento fica exposto à curiosidade de vagabundos.
Segundo informações, nos últimos anos foram feitos dez levantamentos do local, na tentativa de amenizar o problema, mas nenhum saiu do papel. A corporação espera que o novo comandante geral, coronel Roberto Campos - que em entrevista à RBATV citou a valorização dos praças e conversas com a tropa para melhorias-, verifique o mais rápido possível a situação do destacamento de Santa Cruz do Arari, que tem no inverno o seu período de caos total.
Segundo conseguimos apurar, ao todo são quinze policiais militares destacados pelo comando do Marajó com sede em Soure para atuar em Santa Cruz do Arari - sendo duas guarnições divididas com sete e outra oito policiais, dos quais três são mandados para a vila de Jenipapo.
BAIXAS
No município não há também delegacia de Polícia Civil: os presos são mandados para a UIPP de Cachoeira do Arari, município vizinho que fica a seis horas de barco. Lá são feitos os procedimentos de flagrante e detenção dos presos.
O município tem uma estatística com pouco a se comemorar para a Polícia Militar: nos últimos anos, três soldados foram assassinados na localidade. Os soldados Sampaio e Acrisio, na vila Jenipapo, e o soldado Barbosa, em Santa Cruz do Arari.
(Diário do Pará)
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