Autorizado pelo governo federal a partir de ontem em todo o Brasil, o aumento no preço do combustível já pode ser percebido nas bombas de alguns postos de combustível de Belém e da Região Metropolitana, na manhã de ontem. Apesar de já modificado em alguns, porém, a maioria dos postos ainda esperava a chegada do reajuste nas bombas a partir desta semana.
Percorrida do início ao fim, ao longo da avenida Pedro Álvares Cabral era possível identificar que a maioria dos postos ainda funcionava com o preço antigo, sem o reajuste previsto após a autorização de aumento de R$0,22 no preço do litro da gasolina nas refinarias.
Dos oito postos visitados somente na avenida que é uma das mais movimentadas da cidade, apenas dois já tinham reajustado o preço da gasolina na bomba passando a cobrar, em um dos casos, R$3,399 pelo litro do combustível. Os demais tinham a previsão de reajustar os valores a partir de hoje.
CONSUMIDOR
Habituado a gastar R$600 por mês apenas com combustível, o contador João Batista aproveitou para abastecer o carro no posto de costume antes que o aumento chegasse ao consumidor. “É quase um salário mínimo que gasto só com combustível e isso vai aumentar mais ainda agora”, reclamava.
A desconfiança de que novos reajustes sejam promovidos até o final do ano, ele já pensa em alternativas para driblar os altos custos. “A gente vai ter que se virar como der. Já estou pensando em revezar, deixar o carro em casa e andar de ônibus uns dias da semana”, planeja. “Com certeza ainda vai aumentar mais até o final do ano e é aí que fica difícil porque o salário só aumenta uma vez no ano”.
Também sem sentir os efeitos do reajuste na manhã de ontem, o professor Reinaldo Filho ainda pensava em comparar os preços dos postos que costuma abastecer para identificar se houve ou não o aumento. “Eu ainda não sei se já aumentou na bomba, ainda não prestei atenção nisso”, contou. “Mas um aumento desse é sempre complicado porque quem arca com isso tudo é o contribuinte”.
Enquanto o movimento percebido nos postos que ainda não tinham aumentado o preço era considerado normal para uma manhã de domingo, a total ausência de veículos abastecendo nos postos já reajustados chamava a atenção. “Por enquanto a gente vai abastecendo nos que ainda não aumentaram”, planejava a autônoma Nazaré Santos.
(Diário do Pará)
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