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Higiene evita o câncer bucal

A higiene bucal precária, a ingestão de alta quantidade de bebidas alcoólicas e o uso frequente de cigarros, juntos, formam o tripé que abrem às portas para o câncer de boca. Pouco comum no Brasil, em comparação aos demais tipos de câncer, a incidência de

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A higiene bucal precária, a ingestão de alta quantidade de bebidas alcoólicas e o uso frequente de cigarros, juntos, formam o tripé que abrem às portas para o câncer de boca. Pouco comum no Brasil, em comparação aos demais tipos de câncer, a incidência deste mal vem crescendo com o passar dos anos.

Porém, os médicos alertam que os homens são os mais atingidos. “Principalmente entre os que bebem, que fumam e que têm uma higiene oral precária. Geralmente, o câncer de boca se desencadeia mais na classe com menos recursos financeiros”, explicou José Flávio Torezan, doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilofaciais pela FOP-UNICAMP. Mesmo com as campanhas de prevenção contra o cigarro, os tabagistas não têm noção de mal que ele pode acarretar à saúde.

Em relação ao uso de bebidas alcoólicas, o especialista advertiu em entrevista ao DIÁRIO : “Quando se fala em beber, não é o indivíduo que ingere a bebida socialmente, mas sim, dos alcoólicos, que ingere alta quantidade de álcool, e ainda associa com o cigarro”. Não se trata somente dos maus hábitos, o contato oral também é uma das formas de contrair o câncer de boca. “Foi descoberto outro fator que está relacionado com o vírus HPV, que pode ser transmitido sexualmente, pelo sexo oral sem preservativos e pelo beijo”, afirmou Torezan.

No princípio, os sintomas do câncer de boca podem parecer algo simples, mas não tratado, desencadeiam a enfermidade. “Cuidado com as feridas na boca que não cicatrizam ou com uma ponte mal colocada de uma dentadura que machuque com frequência, esses sintomas aliados com o excesso de álcool em pessoas que têm predisposição genética, pai, mãe, tios com câncer, devem acender o alerta para qualquer mucosa na boca”, alertou.

Segundo o especialista, os dentes careados, quebrados, que cortem uma parte da pele da boca, da língua, que lesione a bochecha externamente, devem ser analisados por um profissional o quanto antes. “O câncer de boca é diagnosticado pelo dentista, através de uma biópsia. Ele deve ser tratado por um médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço”, ponderou Torezan.

O tratamento para o mal deve ser iniciar o quanto antes, evitando que o quadro não evolua “Como a grande maioria do câncer de boca está em uma classe mais carente, as pessoas já procuram o tratamento no momento tardio. Para tratar, existem as cirurgias, associadas à radioterapia. Isso vai depender do diagnóstico do médico e do grau em que o câncer está, pois se ele já tiver evoluído para metástase (quando as células cancerosas se disseminam pela corrente sanguínea), a situação já é mais complicada, porém ainda sim, deve ser tratado”, destaca o doutor.

José Flávio Torezan ainda alerta as pessoas para os riscos e a prevenção. “Seria muito interessante que os pacientes pedissem ao seu dentista uma radiografia panorâmica por ano, pois ela pode diagnosticar tumores ainda em estágio inicial. Esse é um exame barato, que deve custar de R$ 20 a R$ 30, e deve ser feito, como se fosse uma mamografia, algo de rotina”, concluiu.

(Diário do Pará)

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