A empolgação e os convites para aproveitar o período de Carnaval acabam fazendo com que muita gente decida de última hora “cair na folia”. Especialmente, quem pretende viajar nesta época do ano sem ter feito nenhum planejamento com antecedência corre o risco de voltar da folia cheio de dívidas, visto que os preços tendem a ficar mais elevados em datas como esta. Antes de tudo, cada pessoa deve analisar sua real situação financeira para evitar aborrecimentos futuros.
Caso o folião não tenha uma reserva para arcar com os gastos dos festejos, é importante fazer um controle de orçamento, colocando na ponta do lápis todas as despesas mensais como mensalidade escolar, transporte, alimentação, além do valor gasto com a viagem, incluindo a hospedagem e gastos menores, como os adereços carnavalescos. A ideia é saber quanto se pode gastar para não comprometer e/ou somar com as contas fixas.
Para o conselheiro regional Antônio Ximenes, do Conselho Regional de Economia do Pará (Corecon), a melhor saída para quem não dispõe de saldo extra para curtir a folia ainda é o cartão de crédito. Mesmo assim, a utilização deve ser controlada. “Administrando bem, o cartão de crédito é uma boa alternativa. Para não ter grandes problemas, parcele o máximo que puder. Depois que voltar de viagem, faça um controle para não somar várias dívidas”, orienta.
CONTROLE
O especialista diz ainda que o segredo para ter uma vida financeira controlada evitando comprometer o orçamento é fazer uma planilha e abrir uma poupança. “Quando você gasta mais do que ganha não é dinheiro seu, é dinheiro dos outros e, por isso, você tem que devolver. A única maneira de resolver isso é abrir uma poupança para guardar dinheiro para esses eventos. É muito importante saber quanto você pode gastar. Enquanto você não assume esse controle, você sempre será vítima dessas atitudes”, explica.
Ximenes também faz um alerta: “cheque especial é um buraco sem fundo. Não utilize como se fosse dinheiro seu”, assegura. Já a ideia da planilha é muito simples: basta listar todas as despesas mensais fixas e subtrair do seu salário para saber o que resta no final. Vale ressaltar que, quando se opta por fazer um controle financeiro, os gastos supérfluos também devem ser evitados.
(Diário do Pará)
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