Calçadas que desrespeitam o Código de Posturas do Município são comuns no bairro do Umarizal. Na avenida Almirante Wandenkolk, uma calçada alta possui escadaria e uma rampa para melhor acessibilidade.
No entanto, pedestres reclamam do desnivelamento, que pode causar transtornos a quem precisa utilizá-la. “É muito inclinada, tem desnivelamento, o sapato escorrega e não passa um cadeirante, pois a rampa é muito elevada. Está cheia de irregularidades”, disse a aposentada Elga Medeiros. Indignada com calçada fora dos padrões, uma leitora enviou, via Whatsapp, uma imagem mostrando a situação.
Enquanto isso, na Dom Romualdo de Seixas, entre Domingos Marreiros e Boaventura da Silva, moradores denunciaram o estado em que a calçada se encontra. Segundo a aposentada Francisca de Sousa Franco, trabalhadores da Prefeitura de Belém quebraram a calçada em dezembro do ano passado, justamente para fazer o nivelamento, mas desde então não retornaram. “Eles quebraram tudo e deixaram aí, não voltaram mais”, disse.
RECEIO
Maria José, secretária de um escritório em frente, conta que sempre tem que ajudar a idosa e que tem medo que algum acidente possa acontecer com a vizinha. “A gente tem medo que elas sofram algum acidente, são duas senhorinhas e os vizinhos ajudam também. Soubemos que a prefeitura mandou quebrar para nivelar, mas achamos um absurdo porque quando fizeram quebraram a tubulação aqui. Foi algo desnecessário, por que quebrar se não ia fazer o serviço imediatamente?”, indagou. Para pessoas de qualquer idade, torna-se uma passagem perigosa, com risco de escorregar nas pedras.
Já na rua Domingos Marreiros, entre Dom Romualdo de Seixas e Walndenkolk, em frente a uma construção, a calçada está completamente sem piso, são apenas pedaços de pedra e terra que as pessoas devem percorrem.
Alguns preferem se arriscar indo pela rua. Segundo os trabalhadores da construção em frente, que não quiseram se identificar, são eles que tentam melhorar a passagem. “As pessoas jogam lixo aqui, pela manhã é tudo sujo e a prefeitura não vem limpar, a gente que recolhe. Isso aqui sobrou um resto de aterro e jogamos para deixar mais fácil a passagem”, contou.
O DIÁRIO entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Belém, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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