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Avenida Augusto Montenegro está abandonada

Transitar pela Avenida Augusto Montenegro exige atenção por causa do abandono atual da via. Não há um ponto específico que um pedestre não encontre mato, lama, buracos ou lixo pelas calçadas irregulares. O jeito é arriscar a andar próximo aos veículos, qu

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Transitar pela Avenida Augusto Montenegro exige atenção por causa do abandono atual da via. Não há um ponto específico que um pedestre não encontre mato, lama, buracos ou lixo pelas calçadas irregulares. O jeito é arriscar a andar próximo aos veículos, que passam em alta velocidade. Falta saneamento, pavimentação adequada, mas o que não faltam ao longo da Avenida são placas da Prefeitura de Belém. Elas informam sobre as obras de drenagem, terraplenagem, pavimentação e recapagem. Só não dizem o principal: Para quando ?

No km 9, sentido Belém-Icoaraci, próximo a Rua Belém, uma extensão de entulho impede a passagem dos pedestres, ciclistas e motoristas. A calçada não existe mais. A imensa vala é utilizada para despejo de dejetos e ocupa uma boa parte da via. “Isso aqui é uma porcaria. Já tá há um tempão assim. O prefeito desceu uma vez ai. Entrou aqui na rua, até disse pras senhoras velhinhas que tinha urgência em arrumar. Até agora nada. O pessoal vem e joga animal morto. É porco, cachorro, gato. Gente vai com criança pra parada de ônibus e se sente mal com esse cheiro’’, conta o pintor Gilson Silva Monteiro, 53 anos.

O autônomo Paulo José Pinho Menezes, 56 anos, relata que já viu pessoas serem atropeladas por falta de um local apropriado para andar. “É muito difícil. Falta uma via de pedestres. Já vi baterem dois idosos”, afirma. O agente de portaria, Jair Andrade, 40 anos, sai com frequência de casa, no bairro do Tenoné, a uma farmácia na Augusto Montenegro. Ele diz que anda sempre com muita atenção. “Na volta eu venho de costas pros carros. Eles só faltam bater na gente. Acho que deveria haver passarelas por aqui’’, diz.

Cansado de ver pessoas caírem nos buracos em frente aos dois pontos comerciais, entre as ruas Alameda Helio Cunha e Rui Barbosa, o empresário Luiz Torres, 42 anos, desembolsou mais de R$ 4 mil para refazer o meio fio da Avenida. “Isso estava tudo deteriorado. É dever da prefeitura fazer. A prefeitura disse que não era preciso eu fazer nada, porque o BRT ajeitaria, mas que nada. Isso tá me prejudicando. Tinha um buraco imenso ali’’, reclama.

Segundo o empresário, além do meio fio, os 20 metros de calçada dos estabelecimentos também foram ajeitados com o próprio dinheiro dele. “Os buracos enchiam de água. Muita gente caía, batia o carro. Tive que mandar fazer tudo. A gente paga mão de obra, material. ’’, conta.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que a pavimentação e drenagem da Augusto Montenegro está incluída nas obras desta segunda etapa do BRT. “Além disso, será feito um novo calçamento, ciclovia e revitalização da iluminação pública da via”, informou a nota. Ainda segundo a Seurb, a obra do BRT inicia neste mês de fevereiro e tem prazo de 18 meses para ser concluída, de acordo com o edital.

(Diário do Pará)

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