O presidente da OAB do Pará também lembrou que um dos advogados mortos, George Machado, foi executado em Marabá, em abril de 2014, num dia em que autoridades de Segurança e Justiça participavam de uma homenagem à OAB do município. O crime ocorreu numa rua de grande movimento, mas não teve testemunhas. Segundo ele, a impunidade alimenta a pistolagem, e a participação de PMs piora a situação. Vasconcelos afirma que Raul Fonseca, do Conselho Federal da OAB, foi escoltado pela Polícia Civil ao acompanhar o julgamento dos pistoleiros em Cametá (PA). O carro da escolta foi seguido, e ele foi orientado a não dormir na cidade.
Jarbas disse que a esperança são as denúncias nas cortes internacionais, “pois não podemos conviver com tanta insegurança”. “Precisamos gritar em favor da advocacia brasileira e do Pará. Nenhum desses casos tem solução, com investigações iniciadas e nunca concluídas. Convido todos os advogados do Brasil a realizar, na Conferência Internacional de Direitos Humanos, um ato em defesa da vida e da paz, que repudie a insegurança, os crimes de encomenda e a barbárie. Afirmaremos que sem advocacia não há Estado de Direito e em defesa da democracia. O que precisamos é de coragem e de solidariedade”, finalizou.
A VI Conferência Internacional de Direitos Humanos da Ordem será realizada em Belém, entre os dias 27 e 29 de abril de 2015 no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. A abertura da VII Conferência terá um ato em defesa da vida e da paz.
(Diário do Pará)
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