Quando a comerciante Andrea Ferreira, 44 anos, foi abrir a loja, na manhã de ontem, se deparou com a calçada toda alagada. A água quase invadia o estabelecimento. Um montante de areia também se acumulava em frente ao comércio, na rua Nova, na esquina da rua 23-A, no Conjunto Marex, bairro de Val de Cans. O alagamento foi provocado por um furo na tubulação na Companhia de Saneamento do Pará(Cosanpa).
“Quando eu vi peguei uma enxada e fui empurrando a água. Se não tivesse feito isso já tinha enchido tudo’’, diz Andrea. Ela conta que ligou para a Cosanpa e apenas foi informada para aguardar num prazo de 24h a 48 h. “Você liga e te dizem pra esperar’’.
FALTA
Com o vazamento, a dona de casa Primitiva da Costa Gomes, 69, se adiantou para encher a caixa de água. “Quando eu vi o cano estourado enchi logo a caixa. Sei que numa ocasião dessa falta água’’, conta. A vendedora Jacqueline Marques, 43 anos reclama do desperdício. “Tem dias que a gente quer água e não tem. É um desperdício muito grande. Dá uma imensa dor ver isso’’.
Jacqueline já sabe os horários em que falta água na rua. “É sempre de 15h às 17h. Depois das 23h também não tem mais. Digo isso porque fico acordada até tarde e não tem água mesmo’’.
Outro problema é a qualidade da água. Segundo Primitiva, a caixa em que armazena a água fica só sujeita. “A água é só lama. Eu abro a minha caixa para olhar e vejo uma água preta. É sempre assim quando falta e depois volta a água. Quando eu encho a minha caixa, coloco primeiro a água num balde pra depois ir pra caixa’’. A assessoria da Cosanpa afirmou que o vazamento seria consertado ainda ontem.
(Diário do Pará)
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