O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apurava a existência de milícias no Pará, foi divulgado em 30 dezembro de 2014. A Assembleia Legislativa reconheceu a existência de pelo menos quatro grupos de extermínio no Estado. O documento pede ainda o indiciamento de aproximadamente 60 pessoas envolvidas nos grupos, entre eles, policiais militares e até políticos do interior.
A CPI foi instalada logo após a chacina. A partir do assassinato do cabo Antônio Marcos da Silva Figueiredo, o cabo Pet, pertencente à Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), outros dez homicídios ocorreram quase que simultaneamente em Belém.
INVESTIGAÇÕES
Até agora ninguém foi preso e as investigações seguem em segredo de Justiça. O inquérito tramita sob sigilo total e a Secretaria de Estado de Segurança Pública(Segup) garante trabalhar para esclarecer os fatos.
O relatório tem 226 páginas elaboradas por iniciativa do parlamento estadual, sendo a CPI composta pelos deputados: Augusto Pantoja (PPS), presidente; Carlos Bordalo (PT), relator; Edmilson Rodrigues (PSol), autor do pedido; Tetê Santos (PSDB); e Chicão (PMDB).
Segundo o documento apresentado à imprensa, no total, quatro grupos estariam agindo no Pará: um deles no Guamá, outro em Icoaraci e outros dois nas cidades de Marabá e Igarapé-Miri. Na última cidade, o grupo seria chefiado pelo ex-prefeito Ailson Santa Maria do Amaral (DEM), o “Pé de Boto”, acusado de ser mandante e membro nato de uma organização criminosa.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar