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Governo dá calote em médicos de hospital

Anunciado à época de sua inauguração, em abril do ano passado, como um “importante reforço” ao sistema de Saúde Pública, o Hospital Público Estadual Galileu, em Ananindeua, está sem pagar seus médicos há mais de dois meses. A denúncia foi feita pelos próp

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Anunciado à época de sua inauguração, em abril do ano passado, como um “importante reforço” ao sistema de Saúde Pública, o Hospital Público Estadual Galileu, em Ananindeua, está sem pagar seus médicos há mais de dois meses. A denúncia foi feita pelos próprios profissionais ao Sindicato dos Médicos do Estado do Pará no início dessa semana, e eles não descartam um ato de paralisação em breve caso a situação não se resolva.

De acordo com João Gouveia, que faz parte da coordenação do Sindmepa, o pagamento referente aos meses de dezembro e janeiro, que são sempre pagos no mês seguinte, não foram concretizados. A organização social Pró-Saúde, que gere este e vários outros hospitais públicos regionais no Estado, estaria alegando que o problema está no repasse de recursos feito pelo Governo Federal, que atrasou.

“Acontece que isso não cola! Uma OS não é apenas um intermediador de recursos, ou melhor, não deveria ser, porque aqui, é assim que funciona. Isso está ocorrendo já há algum tempo e não só nesse hospital da conta da Pró-Saúde. O vínculo do médico é com a empresa, se teve recurso, se não teve, não é problema do profissional, a empresa que se presta a gerir um hospital tem que ter recursos para manter sua estrutura, não pode deixar uma coisa depender da outra”, justifica o médico. “O vínculo da OS com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, que recebe os recursos da União e repassa à OS, não pode interferir no vínculo entre médico e OS”.

A direção do hospital não estaria tentando costurar uma solução junto ao corpo médico até o momento, também segundo o Sindmepa. “Eles devem esperar por mais essa próxima semana e só, e no caso de haver paralisação, nós os apoiaremos. “Somente um movimento de paralisação sem deixar de atender os casos de risco de morte sensibiliza estas empresas, que só visam o lucro e vivem de desrespeitar os profissionais de saúde, especialmente os médicos”, lamenta Gouveia.

O HPEG foi entregue com 120 leitos, e sob a prerrogativa de ser um hospital de retaguarda para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e o Abelardo Santos: após o atendimento de urgência nesses hospitais, os pacientes, já estabilizados, são encaminhados para o Galileu, dando prosseguimento ao atendimento. O DIÁRIO buscou a assessoria de imprensa do hospital por telefone e por e-mail para falar sobre o assunto, mas não houve retorno.

Em nota, a direção do Hospital Galileu afirmou que o quadro de pagamento no Galileu, de fato, passou por um atraso no início do ano por conta de um problema interno de abertura do exercício anual, ocorrido inclusive por ser o primeiro ano de operação do Hospital, com necessidade de alguns ajustes internos. “No entanto o pagamento referente a dezembro já foi efetuado e o referente a janeiro, vencido dia 20, estará sendo pago nesta sexta-feira, 06/02”, informou o hospital.

(Diário do Pará)

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