Próximo do chamado Dia D de Combate à Dengue e à febre chikungunya em todo o país, que ocorrerá amanhã, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou ontem que em 2014 foram registrados 2.996 casos de dengue no Pará, dos quais 26 foram de dengue com sinais de alarme e outros quatro casos de dengue grave.
Em 2013, 7.958 pessoas foram oficialmente diagnosticadas com dengue. Em relação às mortes, foram ainda confirmadas quatro mortes por dengue no Pará em 2014, sendo de uma pessoa residente em Oriximiná (ocorrido em São Luís), outro de Altamira e os demais residentes em Ananindeua e em Vitória do Xingu. Em 2013 foram oito mortes.
A Sespa revelou que os seis municípios com maior número de casos confirmados em 2014 foram Parauapebas (510), Senador José Porfírio (407), Belém (365), Oriximiná (197), Altamira (183) e São Félix do Xingu (174). Os dados de 2015 ainda não estão disponíveis, por conta da manutenção do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que atua interligado às secretarias estaduais e municipais de Saúde para o monitoramento permanente de casos.
Em plena época de chuvas no Pará, o risco de contrair dengue é maior. Por isso, é aconselhável à população tomar alguns cuidados, como retirar objetos que possam acumular água nas ruas e quintais, como pneus e copos descartáveis, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
CHIKUNGUNYA
A Sespa afirma que o vírus da febre chikungunya também está controlado e que não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. O departamento de Endemias da Sespa alerta que a preocupação com esse vírus é semelhante ao que se deve ter com o da dengue. Para ambas as doenças o tratamento é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor.
Dos 64 casos notificados do vírus em 2014, apenas 16 foram confirmados pelo Instituto Evandro Chagas. Esses casos aconteceram em pacientes oriundos da Guiana, Caribe e Oiapoque, que manifestaram sintomas durante passagem por Belém e que evoluíram para a cura.
A febre Chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes. Os sintomas da doença são semelhantes aos da dengue – febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema – e costumam durar de três a dez dias.
ORIENTAÇÕES
Retirar objetos que possam acumular água nas ruas e quintais, como pneus e copos descartáveis, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
(Diário do Pará)
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