Geralmente no fim do ano, muitas pessoas se programam para quitar as pendências financeiras, tentando entrar no novo ciclo com a conta em azul. Porém, se manter sem dívidas é um desafio quando há despesas extras. Os especialistas orientam colocar na ponta do lápis os custos e despesas e não extrapolar mais de 30% do salário pagando contas.
Para 2015, muitas pessoas fizeram o compromisso consigo mesma de organizar as finanças. Porém, não cair na inadimplência é o pontapé inicial. Por isso, a gerente de atendimento ao consumidor do Serasa, Karla Longo, adverte que para seguir o ano sem problemas financeiros, as pessoas devem colocar as necessidades no papel e ver o que pode ou não ser cortado, em um grau de prioridade.
“Para começar: a avaliação das contas é primordial. É bom saber sua renda mensal, o quanto se ganha no total de tudo, o que se gasta e os seus objetivos para o ano. É importante colocar as suas necessidades mensais, algo que a pessoa não pode fugir, como as contas de energia, água, condomínio. O lazer deve ser colocado também, cotando os passeios, os restaurantes, as viagens, tudo que se costuma a fazer com gastos”, orientou Karla Longo.
Uma vez com a planilha na mão, é hora de se avaliar. “A pessoa deve olhar o quanto pode comprometer nas dívidas e como fazer para pagá-las. Na lista de prioridades, as despesas não podem passar da renda mensal. Se houver um endividamento que passe do controle, tem que cortar algumas coisas e deixar um pouco o lazer de lado”, ressaltou a gerente.
DESPESAS
Prioritariamente, não existe um cálculo específico para avaliar as despesas, mas os especialistas acreditam que fazer as dívidas baseado em porcentagem é uma saída para não cair no vermelho. “Isso vai depender de cada família, do que se tem de fato a ser ou não pago e de quantas pessoas têm. Mas o se pode afirmar é que as dívidas não devem passar de 30% do que se ganha por mês”.
Ao contrário do que se imagina, os financiamentos também são parte dos custos mensais. “Parcelas de imóveis, carros, moto, são consideradas dívidas também, além dos cartões de crédito, cheques especiais e parcelas de empréstimos. Essas despesas entram no orçamento como dívidas, que não são de fato prioritárias nem emergenciais”, disse.
Quem fechou 2014 no vermelho ainda tem chance de se restabelecer em 2015 através do dialogo com o credor. Quando se tem uma dívida, é importante que a pessoa procure o quanto antes uma empresa para fazer a negociação.
“Hoje nós temos um serviço gratuito no site do Serasa consumidor, o qual os usuários podem entrar na ferramenta, limpar o nome online e conversar com os representantes das empresas. Lá oferecemos um chat e o número de telefone para contato. Também é importante ficar atento com o número das parcelas e o valor que vai ficar. Ela não pode passar do que a pessoa pode pagar”, explicou.
Renegociação é uma boa saída
Se houver possibilidade, outro recurso para liquidar dívidas é um empréstimo com alto valor e a taxa de juros mais baixa que as outras. “Quem tiver oportunidade de ir ao banco emprestar um dinheiro para pagar todas as contas menores é uma saída de equilibrar os custos. Fazer a renegociação com as empresas também é um meio de controle”, ressalta Karla. No caso do empréstimo, é importante ressaltar que o consumidor deixará de ter vários credores e passará administrar apenas uma parcela por mês.
CUSTOS
Ao longo do ano, sempre aparecem situações diversas que demandam custos. Se essas despesas surpreenderem você, é importante ter um plano de contingência para administrar a crise e não entrar no vermelho. Karla orienta que o ideal é a pessoa ter uma reserva emergencial, guardar dinheiro na poupança e não gastar tudo o que ganha. Mas, se não houver isso, ela deve recorrer às linhas de créditos com juros mais baixos. Cheque especial e cartões geralmente não são indicados.
(Diário do Pará)
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