Em Belém, o Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (DEVS/Sesma) registrou 58 casos de leptospirose no ano passado, a mesma quantidade de ocorrências de 2013. A maior incidência de contaminação ocorreu nos bairros do Guamá, Marco, Pedreira, Terra Firme e Tapanã. De janeiro a dezembro de 2014, oito pessoas morreram vítimas da doença.
A leptospirose é uma doença infecciosa febril de início repentino. Sua ocorrência está relacionada às precárias condições de infraestrutura sanitária e alta infestação de roedores infectados.
A intensificação das chuvas em Belém nessa época do ano é sinal de alerta para o risco de proliferação de doenças, como a leptospirose. A transmissão ocorre, principalmente, através do contato com a água ou lama contaminadas com urina de animais portadores, sobretudo os ratos. A penetração da leptospira no corpo, através da pele, é facilitada pela presença de algum ferimento ou arranhão. Também pode ser transmitida por ingestão de água ou alimentos contaminados.
A manifestação inicial caracteriza-se pela instalação repentina de febre, comumente acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dores principalmente em região lombar e nas panturrilhas), anorexia, náuseas e vômitos.
Na fase grave, o paciente pode apresentar icterícia (pele amarelada), insuficiência renal e hemorragia (mais comumente pulmonar) e precisa ser tratado imediatamente para preservar a vida do paciente.
(Diário do Pará)
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