A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Pará, em nota enviada ao DIÁRIO, considerou “a mais acertada e justa” a decisão do delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino de ter sobrestado, ou seja, suspendido o Processo Administrativo Disciplinar envolvendo o delegado Francisco Bismark por envolvimento no assassinato de Wellington Gutemberg Pinheiro de Oliveira, em maio de 2012, em meio a uma diligência de combate ao tráfico de drogas no município de Marabá - PAD o qual, tendo sido concluído em 2013, orientava pela “demissão qualificada” de Bismark como pena de responsabilidade pelo crime.
Rilmar inclusive responde por Ação Civil Pública junto ao Ministério Público do Estado do Pará por improbidade administrativa pelo ato, e atualmente, o acusado, que espera julgamento pela Vara Criminal de Marabá (processo de número 0005690-42.2012.8.14.0028), está à frente da diretoria da Polícia Interestadual, cargo ao qual foi promovido após a conclusão do processo interno.
Também em nota, Firmino disse que o próprio Ministério Público Estadual em Marabá, órgão acusador, manifestou-se pela absolvição do delegado Francisco Bismark por entender que o policial civil agiu em legítima defesa. Quanto à Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, citada na matéria, o delegado-geral esclarece que “todas as informações solicitadas pelo órgão foram devidamente prestadas pela Polícia Civil, em tempo hábil, e que causa perplexidade seu ajuizamento, justamente pelo fato de ter agido justamente no interesse de garantir a efetiva aplicação da legislação ao final de todo o processo apuratório”.
(Diário do Pará)
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