A Praça da Leitura, em São Brás, se tornou mais um espaço abandonado em Belém. No local há o imponente memorial Magalhães Barata, mais conhecido como ‘’Chapéu do Barata’’, que em agosto de 2012 foi arrombado, teve o vidro quebrado e a tumba do ex-governador violada. Na porta de entrada, apenas um guarda faz a segurança.
Quem quiser resgatar a história do líder político do Pará, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, terá que procurar na internet ou em livros. A realidade atual é outra. O monumento inaugurado em 1989, pelo governador Helio Gueiros, é usado para abrigo de moradores de rua. Há lixo e mato alto em volta.
Colocar os pés na Praça da Leitura para tentar conhecer o ‘’Chapéu do Barato’’ é um risco. Usuários de entorpecentes se drogam em meio às pessoas que transitam. Sem falar dos constantes assaltos. Ontem, por volta de 9h30, moradores de rua deram início a uma briga, sem se importarem com quem passava. Um deles segurava um gargalo de vidro e outro um terçado. A polícia tentou intervir e separar os dois. Eles brigavam por causa de uma namorada. Todos foram revistados e depois liberados.
Mesmo com uma unidade móvel da Polícia Militar na praça, trabalhadores como Marcos Marques, fiscal, não se sentem seguros. ‘’Já vi vários assaltos aqui. De pessoas chegarem com faca. São os próprios usuários de drogas que assaltam de manhã cedo’’, conta.
Falta de segurança e de estrutura.
(Diário do Pará)
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