No ano passado, aproximadamente 8 mil pessoas vítimas de acidentes de trânsito deram entrada no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Segundo o hospital, 45% dos acidentes tiveram a participação de motocicletas e o pico do número de pessoas vítimas desse tipo de acidente ocorreu justamente no período de Carnaval, além de julho, mês das férias escolares.
Por conta disso, o hospital promete reforçar seu quadro médico em 10% para atender possíveis aumentos das ocorrências nesse período, além de situações em que há vítimas por arma de fogo e arma branca.
Outro problema é a faixa etária das pessoas envolvidas que, além de ocasionar um problema de saúde, gera também um problema de economia, segundo explica o médico José Guataçara, diretor de Urgência e Emergência do HMUE.
Segundo ele, 65% dos acidentes envolvem pessoas na faixa de 20 a 49 anos, ou seja, em plena idade produtiva. “Muitas dessas vítimas passam dias ou meses sem retornar ao trabalho, ou, pior, ficam com sequelas permanentes que muitas vezes forçam a aposentadoria precoce por invalidez”, afirma.
O diretor geral do Hospital Metropolitano, Rogério Kuntz, explica que a melhor forma de reduzir as ocorrências, principalmente nas rodovias, é dirigir com atenção redobrada e obedecer às normas de segurança. “E a principal é não dirigir se consumir bebida alcoólica. Se a lógica do hospital é salvar vidas, a do motorista é prevenir e evitar os acidentes, uma responsabilidade civil e uma ação de humanidade, que exige uma nova postura ao volante por parte de cada cidadão”, diz Kuntz.
O total de entrada de pessoas vítimas de acidentes de trânsito em 2014 foi de 7.759, ou 28,9% do total. Nada menos do que 3.448 motociclistas estavam entre as vítimas. Deram entrada ainda 2348 pessoas feridas por arma de fogo, e outras 1.626 por arma branca, além de 1.096 vítimas de agressões físicas.
(Agência Brasil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar