As investigações da morte da missionária Dorothy Stang levaram à suspeita de que a missionária teria sido executada a mando de um consórcio de empresários e madereiros locais, insatisfeitos com a atuação em torno do PDS Esperança. Apenas cinco pessoas, contudo, foram diretamente responsabilizadas pelo crime, mas hoje, dez anos depois, quase todas estão soltos.
Quatro envolvidos foram julgados e condenados. Em 2013, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o “Bida”, foi condenado como mandante do crime. A pena foi de 30 anos. Outro mandante foi RegivaldoPereira Galvão também condenado a 30 anos em outubro de 2011. Os dois já foram beneficiados com progressão da pena e estão em liberdade.
Amair Feijoli da Cunha, o Tato, foi condenado a 18 anos de prisão. A Justiça aceitou a tese de que ele foi o intermediário entre os mandantes e os assassinos. Rayfran das Neves eClodoaldo Carlos Batista.
Rayfran, autor dos disparos, foi condenado a 27 anos, após confessar o crime. Clodoaldo foi condenado a 17 anos de prisão e está foragido.
Em 2013, Rayfran foi beneficiado com prisão domiciliar. No ano passado, voltou para prisão acusado de matar um casal encontrado em Tomé-Açu, nordeste do Pará. O casal fazia o transporte de 50 quilos de cocaína para um intermediário. Os três foram mortos. “É uma vergonha para a Justiça e para nosso sistema prisional porque uma das funções da pena era inibir o crime”, afirma Arlete Gonçalves.
O levantamento da CPT revela que 1985 a 2013, a justiça recebeu 768 inquéritos de assassinatos no campo na região amazônica. Apenas 5% foram julgados e apenas 19 mandantes receberam pena.
(Diário do Pará)
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