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Máquinas de hemodiálise não funcionam há 7 anos

Enquanto pacientes evoluem para um quadro grave de insuficiência renal ou aguardam na fila de espera por tratamento, três máquinas de hemodiálise do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março estão sem funcionar há cerca de sete anos. A denúncia foi feita pe

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Enquanto pacientes evoluem para um quadro grave de insuficiência renal ou aguardam na fila de espera por tratamento, três máquinas de hemodiálise do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março estão sem funcionar há cerca de sete anos. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa).

O diretor do sindicato, João Gouveia, conta que depois de uma primeira denúncia feita à imprensa, a Secretaria de Saúde do Município (Sesma) disse que a informação não procedia. Porém, representantes da categoria estiveram no início desta semana no PSM e comprovaram, mais uma vez, o não funcionamento das máquinas que, segundo Gouveia, estão dentro de um depósito escuro, em uma das salas da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

A qualidade da água no Pronto Socorro Municipal é outro ponto agravante para a hemodiálise. João diz que o líquido é totalmente inapropriado. “A água recebe um processo de limpeza, de forma que seja boa para a hemodiálise. É uma água especial, que é introduzida no organismo da pessoa. É uma norma do Ministério da Saúde. E essa água do PSM não tem o devido tratamento’’, diz.

CIRURGIAS

Com a visita em outros setores, o sindicato encontrou mais problemas. A sala para cirurgias ortopédicas não funciona, há falta de materiais especializados e profissionais capacitados para atender à demanda.

“Falta material para cirurgia ortopédica, equipamentos específicos. As salas preparadas para as cirurgias não estão funcionando. Eles continuam sem fazer as cirurgias ortopédicas. Há um grande prejuízo. Os pacientes são atendidos inicialmente, mas acabam indo pro Metropolitano ou outro hospital”.

Para a categoria, poucos são os avanços da saúde em Belém. Eles querem reunir, o quanto antes, com o prefeito Zenaldo Coutinho. “Temos pouca resposta da Sesma em relação à melhoria na hora da saúde. Não vemos avanço na estratégia da saúde da família, que faz a atenção básica. O setor de urgência e emergência continua desorganizado. Estamos pedindo uma audiência com o prefeito para tratar disso. Já mandamos ofício. Recebemos a informação do secretário, que estariam reagendando a audiência. A gente tem conversado e sendo embromado”, frisa. O DIÁRIO contactou com a Sesma, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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