Os estudantes das escolas públicas do Pará estão abaixo da média de aprendizado em relação aos demais alunos de todo o Brasil. Pelo menos nos últimos três anos, o Pará nunca conseguiu superar as metas e elevar a qualidade do ensino como provaram os dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Uma educação de qualidade é resultado da qualificação de professores, alunos dedicados e uma escola preparada.
Na Escola Municipal Alzira Pernambuco, porém, há professores e alunos interessados em educar e receberem educação, o que não há é estrutura suficiente para que o pleno conhecimento seja repassado.
Localizada na travessa Perebebuí, bairro do Marco, a escola recebe cerca de 600 alunos por dia, que se esforçam para estudar em salas de aula escuras, calorentas e com quadros repletos de pichações. O músico Lázaro Tadeu dos Reis, 32 anos, preocupado com os filhos, Luan, 8 anos e Maria Eduarda, 6 anos, reclama das condições do local.
“A maioria das salas é quente. Os alunos passam um bom tempo fora da sala por causa do calor. Inclusive meu filho é alérgico ao calor. Quando tá muito quente ele fica vermelho e empolado. Tem sala que só tem um ventilador. Outras estão com o ar-condicionado quebrado e as fiações todas de fora’’, declarou ele, que fez fotos de uma das salas e enviou ao DIÁRIO.
Os alunos confirmam as queixas de Lázaro. “Tem uma sala ali que o ventilador não funciona. Tem infiltração nas paredes também’’, conta o estudante do 7° ano, Renam Sestito, 13 anos. Os estudantes do 9° ano, Yago Reis, 14 anos, e Gustavo Alves, 13 anos, dizem que, muitas vezes, a concentração é interrompida devido ao calor. “Depois do recreio todo mundo fica agitado, ai fica mais abafado’’, diz Yago. Gustavo pontua outros problemas. “A iluminação e o quadro não estão bons. Está cheio de pichação e descascando. A sala é pequena e tem muitos alunos’’, frisa.
A coordenadora da escola, Regiane Esteves, 50 anos, reconhece que há muito a melhorar. “Infelizmente não é só uma realidade da nossa escola’’, diz. Foi realizada uma reunião com os pais para pontuar os problemas da escola. Segundo ela, o primeiro semestre será reduzido por conta das reformas que ocorrerão em junho e julho.
“O ano letivo será estendido no segundo semestre e reduzido no primeiro. Já está previsto no orçamento da Semec a reforma da escola’’. A Secretaria Municipal de Educação (Semec) foi procurada mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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