“A escola não recebe reforma desde o governo de Ana Júlia, quando houve a última reforma. É uma escola profissionalizante, mas a gente só aprende na teoria porque não tem material, os laboratórios estão sucateados, não funcionam e não tem como colocar o aprendizado em prática. Havia uma promessa de uma reforma no ano passado, mas até agora nada foi feito”, disse Luan Moraes, 20, aluno da Escola Técnica Estadual Magalhães Barata, localizada no bairro do Telégrafo.
De acordo com Luan, a instituição de ensino era referência na educação profissionalizante do estado, mas a atual situação estaria desmotivando os alunos e professores. Entre os problemas citados estão à falta de materiais, de uma biblioteca e de estruturação dos laboratórios. A estrutura física do prédio também sofre com as consequências do abandono.
PROBLEMAS
“Os gessos das salas estão caindo, as portas estão quebradas, sem maçanetas, alguns aparelhos de ar-condicionado funcionam outros não, assim como as lâmpadas. A estrutura está toda se deteriorando. O presidente do conselho escolar já foi diversas vezes à Seduc para cobrar providências, mas eles só dizem que não tem dinheiro. A escola não oferece cursos de qualidade devido à falta de estrutura e material, então acaba perdendo muitos alunos. Entrei em 2011, mas tem alunos desde 2009 que nunca viram melhorias”, afirma o estudante.
A escola funciona nos turnos da manhã, tarde e noite. Porém, segundo o estudante, muitas turmas iniciam com 30 alunos, mas terminam com menos da metade. Os professores também estariam insatisfeitos com a carência de investimentos na instituição.
“Os professores, às vezes, precisam trazer os próprios materiais para dar aulas. Na grade curricular dos cursos constam aulas nos laboratórios, mas como vamos para lá se não tem nada? O nosso apelo é que o governo invista na educação profissional do Pará. A nossa escola era referência no estado entre as escolas estaduais e agora está se acabando pela falta de investimento”, reclama.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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