Parado com a motocicleta em um sinal vermelho, perto da barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Marituba, o designer Nonato Alves, 28 anos, estava a caminho de casa. Atrás dele havia um carro, que tentou ultrapassá-lo assim que o sinal ficou verde. O automóvel arrancou e encostou na motocicleta. No momento, um caminhão seguia bem ao lado dos dois veículos. Com a batida, a moto foi para baixo do caminhão. Nonato se jogou antes que o grande veículo passasse por cima dele como fez com a motocicleta.
“Ele meteu o carro do lado da moto me batendo e fazendo eu cair pra debaixo de um caminhão, que estava do meu lado. Sendo que a moto caiu totalmente pra baixo do caminhão e eu cai um pouco mais na frente no asfalto e o caminhão passou por cima da moto. Mas como eu caí no meio do asfalto, ele não passou por cima de mim”, conta Nonato.
Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará
Esse é apenas um dos muitos exemplos de acidentes no trânsito da grande Belém envolvendo motociclistas. O DIÁRIO percorreu diversos bairros da cidade e flagrou inúmeras situações perigosas. Muitas causadas pela própria falta de consciência dos condutores, que trafegavam sem capacete; com caronas carregando grandes objetos; duas a quatro pessoas na moto, entre elas crianças; ultrapassagens pelo acostamento; e excesso de velocidade.
>>Veja mais sobre os problemas do trânsito em Belém no especial Vias de Guerra
Na avenida Centenário, um motociclista preferiu cortar caminho ao fazer o retorno pelo meio-fio. No Bengui, na Rua Betania, não faltaram condutores sem capacete e fazendo ultrapassagens pelo acostamento. Na Avenida Arthur Bernardes, bairro da Pratinha, um mototaxista fazia corrida com uma criança no meio e uma mulher atrás. A mulher não se apoiava em lugar nenhum, pois estava com quatro sacolas na mão.
Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará
Ainda na Arthur Bernardes, havia excesso de motociclistas sem capacete ou utilizando o acostamento para fugir do trânsito. Na Rodovia do Tapanã, os condutores andavam com o capacete no braço. Em Icoaraci, em frente a uma escola, um homem pegou uma criança e uma mulher. Os três estavam sem capacete. Na Augusto Montenegro, um motociclista permaneceu parado na ciclovia por mais de sete minutos. Um casal, sem capacete, seguiu cerca de três quilômetros pela movimentada Augusto Montenegro até a entrada do conjunto Satélite.

(Diário do Pará)
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