Em reunião entre o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Centro de Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp), Movimento Debate e Ação e moradores ribeirinhos do Assentamento 1º de Março, em São João do Araguaia, a comunidade decidiu que vai lutar até as últimas forças para impedir a criação da Hidrelétrica de Marabá, cuja construção está prevista para iniciar neste ano de 2015.
Uma das questões que as famílias reclamam é da falta de informações precisas sobre o que significará para elas o processo de construção da hidrelétrica.
“Como a reunião teve início com a apresentação dos presentes e de relato sobre seus conhecimentos sobre a construção da hidrelétrica, muitos declararam saber muito pouco ou nada, mas que já haviam construído um sentimento de que não faz sentido um projeto que venha desalojar tanta gente e que por isto são contra”, explica o sociólogo e engenheiro agrônomo Raimundo Gomes da Cruz Neto.
Muitos falaram da necessidade de procurar mais informações para estarem bem informados, de se organizarem em torno de um movimento que possa sair visitando todas as áreas a serem atingidas, com o objetivo de estarem pregando a verdade e não ficar ouvindo só o que o governo e as empresas dizem.
Planejada para ser construída distante 4 km a montante da Ponte Rodoferroviária do Tocantins, a hidrelétrica de Marabá terá custo de sua construção estimado em R$ 12 bilhões, com um prazo de construção médio de oito anos.
A nova barragem atingirá 12 municípios em três estados: Pará (Marabá, São João do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Nova Ipixuna, Palestina do Pará); Tocantins (Ananás, Esperantina e Araguatins) e Maranhão (São Pedro da Água Branca e Santa Helena).
(Diário do Pará)
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