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Hospital das Clínicas ignora pacientes idosos

Internado desde o último sábado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí, no município de Ananindeua, o idoso Adelino Rodrigues dos Santos, 68, precisa ser submetido ao tratamento de hemodiálise com urgência, mas para ele deve ser transferido para u

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Internado desde o último sábado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí, no município de Ananindeua, o idoso Adelino Rodrigues dos Santos, 68, precisa ser submetido ao tratamento de hemodiálise com urgência, mas para ele deve ser transferido para um hospital público que disponibilize o serviço. Em estado de saúde grave, o idoso continua à espera de um leito.

A filha de Adelino, Sônia Maria Rodrigues, 28, disse que a família estaria tentando encaminhar o idoso para o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, mas a internação do paciente já teria sido recusada no local por duas vezes. A filha conta que o pai sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no ano passado e desde então vem apresentando diversas complicações.

“Ele teve isquemia cerebral, enfisema pulmonar, um coágulo de sangue no coração e agora os rins estão parando. Quanto mais o tempo passa, mais o caso dele se agrava. Os médicos dizem que ele pode até não resistir à hemodiálise. Lá no HC disseram que só internam se ele estiver sofrendo um infarto. Ele está cadastrado na central de leitos desde o dia que deu entrada aqui”, relata.

Sônia explica que o pai sofre de pressão alta, além de ser fumante, o que agravou ainda mais o estado de saúde do idoso. “Ele está internado tipo em uma sala de UTI onde a família não pode ficar entrando porque de vez em quando ele precisa ir para o oxigênio. Ele está com muita falta de ar, fraqueza e dor no peito. Esse hospital (HC) não pode fazer isso com meu pai, pois ele está morrendo”, reclama.


Adelino não consegue leito para hemodiálise. Foto: Divulgação

Devido a demora para conseguir um leito para o idoso, a família pretende levar o caso para o Ministério Público do Estado assegurar o leito. “Ele está sendo bem tratado, mas o que está sendo oferecido aqui (na UPA) não é suficiente pela gravidade do caso dele. Aqui é só uma porta de entrada. Ele precisa ser transferido e já pede para sair, pois não está mais suportando”, garante Sônia.

Enfartado, aposentado não consegue fazer exame.

(Diário do Pará)

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