O pescado consumido pelos paraenses está mais caro. Pelo quarto mês consecutivo, o preço do pescado comercializado em mercados de Belém voltou a apresentar alta, segundo pesquisa feita pelo Departamento de Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA) em parceria com a Secretaria de Economia de Belém, envolvendo 38 tipos de peixe mais consumidos, além de camarão e caranguejo.
As pesquisas conjuntas realizadas nos últimos 12 meses também mostram que quase todos os tipos de pescado apresentaram altas de preços e uma quantidade expressiva em percentuais acima da inflação estimada para o mesmo período em 6,50%.
Segundo o Dieese, a exemplo de anos anteriores, os cenários do preço do pescado até a Semana Santa não são bons para os consumidores paraenses. Os aumentos nos preços nos últimos 12 meses já eram esperados em virtude dos problemas conjunturais que envolvem a comercialização do pescado em todo o Pará.
REAJUSTES EM JANEIRO
Em janeiro deste ano, os maiores reajustes ocorreram nos preços dos seguintes tipos de pescado: xaréu, com alta de 26,30%; seguido da corvina, com alta de 16,97%; da piramutaba, com alta de 16,18%; do peixe pedra, com alta de 14,57%; da pescada gó, com alta de 14,14%; do tamuatá, com alta de 14,06%; apajari, com alta de 11,83%; da tainha, com alta de 11,67%; da gurijuba, com alta de 11,51%; do peixe serra, com alta de 11,18%; do mapará, com alta de 9,09%; da dourada, com alta de 8,95%; filhote, com alta de 8,74%; pescada branca, com alta de 8,66%; tambaqui, com alta de 7,32%; sarda, com alta de 6,55%; cação, com alta de 6,29%; pratiqueira, com alta de 5,97%; pacu, com alta de 5,52%; pescada amarela, com alta de 4,65%; tucunaré, com alta de 4,37%; bagre, com alta de 4,05%; camurim, com alta de 3,96%; da traíra, com alta de 3,21%, e aracu, com alta de 1,11%.
Também no mesmo período, pouquíssimas espécies de pescado apresentaram recuo de preços, com destaque para uritinga, com queda de 11,11%, seguida da sardinha, com queda de 2,54%, e da pirapema, com queda de 1,18%.
(Diário do Pará)
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