O bloco Pirarucu nas Cinzas, nascido no distrito de Mosqueiro, cresceu tanto com o passar dos anos, que hoje arrasta milhares de foliões na quarta-feira de cinzas. Ao som de um enorme trio elétrico com música ao vivo, a coordenadoria do bloco estima a participação de 20 mil pessoas.
De acordo com o coordenador do Pirarucu nas Cinzas, Antônio Carlos, o “Caseca”, esta já é a 28ª edição do bloco, que surgiu com Carlos Maresia e os garçons dos restaurantes da ilha. Maresia teve a ideia de criar o bloco, na época puxado por uma “charanga”, e com o tempo conquistou o próprio público de Mosqueiro e turistas. “Em alguns anos o bloco cresceu. Maresia me convidou para fazer parte e agora estamos com o caminhão e o trio elétrico”. Maresia faleceu no ano passado. Com saída da praia do Chapéu Virado, o bloco seguiu por toda a extensão da rua 16 de Novembro, cerca de 5 quilômetros .
Josyanne Trindade é de Belém e já participa há quatro anos, desde que descobriu o bloco no último dia do Carnaval. “Eu lembro que não conhecia e, como estava de folga, decidi ficar mais um tempo na praia. Quando vi, ainda ia rolar mais um bloquinho, eu fui atrás e adorei. Desde então, faço questão de ficar até a quarta-feira só para sair no ‘Pirarucu’”, contou, fantasiada de fadinha.
Pai, mãe e filhos de 3 e 7 anos, a família Amaro também não perdeu o último dia para cair na folia. “Temos que aproveitar esse último dia e, como os meninos adoram sair fantasiados, trouxemos para acompanhar também. Faz bem para todos nós, né? Quando saímos assim juntos para pular o Carnaval”, contou Karlena, mãe de Kaleb, o Homem-Aranha, e Kauã, fantasiado de Thor.
(Diário do Pará)
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