Um dos pontos turísticos de Mosqueiro, o trapiche da vila, passou por uma reforma em julho de 2014, feita pela prefeitura de Belém, mas o serviço não agradou moradores e turistas por conta de problemas no piso de madeira, além de um guarda-corpo que não passa segurança.
Parte do piso em madeira foi trocado, mas alguns problemas permaneceram como o desnivelamento entre uma madeira e outra por toda a extensão do trapiche. Na opinião da turista do Rio Grande do Sul, Michelle Kaefer, o desnivelamento passa insegurança. “Eu gostei, mas poderia melhorar até por uma questão de segurança. Alguns pedaços são afastados e tem um desnível muito grande entre as tábuas e para um trapiche tem uma grande chance de alguém prender o pé nas falhas, tropeçar e se acidentar”, opinou.
A mesma opinião teve o médico Gabriel Magno, de Belém. “Eu já conhecia bem o local, não sou um frequentador, mas tem bastante buraco, muitas falhas, inclusive parece que são tábuas de 10 anos atrás”, disse.
Algumas madeiras estão com buracos grandes e em outras partes, parece ser material reaproveitado, pelo estado de defasagem em que se encontram. Para o morador da ilha, Jefferson José, o trapiche deveria receber melhor investimento do poder público. “Eu soube que foi reformado no passado, mas precisa de uma reforma verdadeira. Parece que essa madeira toda é reaproveitada. Fizeram só uma ‘capa’ e vai ficar assim, já tem até buraco de novo”, relatou. “Isso aqui era para ser lindo”, finalizou.
INSEGURANÇA
O guarda-corpo do trapiche não passa segurança. Ao tocá-lo, toda a estrutura mexe, mostrando fragilidade. O gradil do guarda-corpo também é feito de madeira, mas deixa muita abertura e pouca proteção.
Também há uma parte danificada e sem gradil. Para juntar o encaixe do guarda-corpo, há conexões em ferro, porém algumas já são inexistentes. A pintura feita no trapiche, nas cores azul e verde, também apresentam falhas, pois não é uniforme por toda sua extensão, sendo algumas partes mais fortes e outras mais fracas.
Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) informou que o contrato da reforma “foi para trocar as peças (madeira) do piso que estavam danificadas e as que não apresentavam problemas seriam mantidas, além da construção do guarda-corpo, reforma e nivelamento da cobertura, pintura geral e iluminação”.
Já em relação ao guarda-corpo, a Seurb disse que “o problema que apareceu na estrutura do mesmo, sete meses após a conclusão da reforma, é devido ao mau uso da população que, frequentemente utiliza o guarda-corpo para sentar, ao invés dos bancos existentes”.
A secretaria disse que, a partir da semana que vem, iniciará o serviço de recuperação das peças em madeira que apresentaram problemas. O DIÁRIO pediu à Seurb o valor total da obra de reforma do trapiche, mas esta informação não foi repassada.
(Diário do Pará)
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