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Pacientes são atendidos em corredores de PSMs

O cenário é de pessoas deitadas em macas e sentadas em cadeiras esperando ou sendo atendidas ali mesmo, nos corredores dos Prontos-Socorros Municipais (PSMs) Mário Pinotti, da 14 de Março; e Humberto Maradei, no Guamá. As filmagens exibidas por uma emisso

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O cenário é de pessoas deitadas em macas e sentadas em cadeiras esperando ou sendo atendidas ali mesmo, nos corredores dos Prontos-Socorros Municipais (PSMs) Mário Pinotti, da 14 de Março; e Humberto Maradei, no Guamá. As filmagens exibidas por uma emissora de TV local foram feitas na última terça-feira, feriado de Carnaval.

O Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa) afirmou que já vem denunciando há vários anos os problemas de superlotação e das condições inadequadas dos atendimentos realizados nos dois hospitais que, para o sindicato, prejudica tanto o trabalho oferecido pelos profissionais de saúde quanto a própria saúde dos pacientes.

“Temos apontado soluções como fazer funcionar a atenção básica da rede municipal de saúde com atendimento de qualidade nas unidades de saúde através da estratégia Saúde na Família, uma vez que possibilita que as pessoas façam a prevenção de doenças, que recebam orientação e as vacinas”, disse o diretor administrativo do Sindmepa, o médico João Gouveia.

“É necessário uma organização da rede municipal, pois as unidades de baixa complexidade não funcionam e de média complexidade, que são as UPAs, só existe uma em Icoaraci, quando deveria existir pelo menos de quatro a cinco”,

Segundo Gouveia, a superlotação dos PSMs é recorrente pelo fato dos hospitais receberem todos os tipos de casos, sendo de baixa, média e alta complexidade, quando deveriam atender somente os pacientes em estado mais grave ou vítimas de acidentes. Com isso, o Sindmepa considera que os PSMs viraram dois “postões de saúde”. Além disso, as baixas remunerações pagas aos médicos e as precárias condições de trabalho e funcionamento dos locais também são alvos de denúncias do sindicato.

RECLAMAÇÕES

Entre os problemas citados pelo Sindmepa estão a deterioração da estrutura física dos prédios, equipamentos que não funcionam como aparelhos de ar-condicionado, falta de equipamentos médicos básicos como aparelhos para medir a pressão arterial e de estetoscópio, além de materiais como gaze e soro, e medicamentos. O sindicato diz ainda que os profissionais também são vítimas da falta de segurança nas portas e no entorno dos hospitais.

“Faremos uma assembleia na próxima terça-feira, na sede do sindicato, com os profissionais da Estratégia de Saúde na Família que recebem a remuneração de R$ 5.500 líquidos, enquanto que os profissionais do programa Mais Médicos que têm a mesma carga horária recebem R$ 10 mil, o que é um desestímulo para os profissionais. Depois disso, vamos chamar os profissionais das unidades básicas e dos PSMs. Vamos acabar organizando uma greve geral dos profissionais do município de Belém porque a prefeitura está nos ignorando”, garante.

O DIÁRIO contatou com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

(Diário do Pará)

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