As torres do linhão começaram a ser construídas em 1979, e foram inauguradas em 1981. A empresa procurou colocá-las em uma posição estratégica para que a população não corresse riscos habitando sob os cabos. “Antes toda essas áreas eram mato, não existiam pessoas morando nelas. Mas, com o êxodo rural, elas passaram a ser ocupadas, e os moradores erguendo construções”, relata Luiz Jorge Guedes, Engenheiro de Manutenção Elétrica responsável pelas Linhas de Transmissões.
“Nós orientamos as pessoas sobre os riscos. Retiramos mais de 10 invasões que se formavam ao longo da extensão das torres. Existem estudos que dizem que ficar sob muita energia pode causar câncer. Passar no local esporadicamente não tem nenhum problema, mas habitar sim, pode trazer alguns prejuízos futuros à saúde”, alertou.
De acordo com o engenheiro, a empresa faz palestras de prevenção, toma medidas para coibir imprudências, contudo, não se responsabiliza por qualquer dano. “O que temos é um problema social. Tomamos providências quando sabemos que há pessoas morando embaixo das torres – vamos lá e tiramos, comunicamos a prefeitura, mas existem alguns casos em que as pessoas não respeitam. Fazemos o controle do tamanho das árvores, colocamos para-raios, tudo para garantir a segurança, mesmo dizendo que não é recomendável viver no local”, explicou.
Segundo a Eletronorte-Eletrobras, existe um plano de manutenção para evitar risco de acidentes com terceiros, e dentro dele estão: a inspeção detalhada das torres; patrulhamento; campanhas educativas com palestras semestrais nas escolas adjacentes às linhas de transmissão; instalação de piquetes demonstrando a largura da faixa de segurança e área restrita; instalação de anti-escaladas das torres, além de instalação de anti-batidas, realizadas pela empresa como proteção.
(Diário do Pará)
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