Enquanto alguns jogam fora sementes de frutas, casca de ovo, folhas de legumes, outros aproveitam o servir de fonte de energia e vitaminas essenciais ao crescimento, resistência a infecções, anemia nutricional, entre outros. A multimistura, como é conhecida, trata de um concentrado de minerais e farinhas em farelos composto por pó de folhas, pó de sementes, pó de casca de ovo, e outros elementos naturais. Eles são triturados, misturados e acrescidos na alimentação.
A ideia, criada pela doutora Clara Terko Takaki Brandão, foi implantada em diversas regiões do Brasil. No Pará, faz parte do Projeto Alimentação Saudável, em pleno funcionamento no campus de pesquisa do Serviço de Educação do Museu Paraense Emílio Goeldi, localizado na avenida Perimetral, no bairro da Terra Firme. O projeto atende crianças a idosos com deficiência alimentar. Eles são avaliados e ensinados a extrair dos vegetais as substâncias que formam a mistura.
A pedagoga do Serviço de Educação do Museu e também responsável pelo projeto, Helena Quadros, detalha como a mistura caseira e barata é preparada. “Usamos a casca do ovo, farelo de trigo do arroz, a semente da melancia. Trituramos e juntamos tudo. A recomendação é uma colher de sobremesa no prato do alimento. Você vai economizar e sustentabilizar o alimento. Há casos de crianças que saíram da anemia devido a multimistura. A pele também fica belíssima’’, ressalta.
(Diário do Pará)
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