Muita lama, buracos e mato. Estas são as condições que se encontra a alameda Francisco de Oliveira Nobre, localizada às margens da rodovia BR-316, em Ananindeua. Sem a mínima estrutura para o tráfego, pedestres e motoristas reclamam da ausência do poder público, que, segundo os moradores, nunca esteve presente em prol da comunidade. “Já tive muito prejuízo andando nesses buracos com o meu carro. Os moradores que não tem outro meio de locomoção, e precisam transitar a pé, levam a lama junto na roupa. A única coisa que vem, às vezes, é o carro do lixo”, disse, em tom de revolta, Cláudio Márcio, morador há dois anos.
Além da dificuldade aparente, os moradores reclamam que a única correspondência que chega até suas casas é o boleto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pois a alameda não possui CEP devido não ser reconhecida pela prefeitura. “Somos tão abandonados, que a prefeitura não reconhece como área de Ananindeua. Se você tiver alguma correspondência, tem que indicar o endereço de algum parente ou amigo, pois não temos nem Cep. A única coisa que a prefeitura faz é cobrar o IPTU”, afirmou Daniele Silva.
A aposentada Isaura Soares, 62 anos, não tem saída a não ser passar com o seu carrinho de mão pela lama. “Tive que levantar a minha casa para não ir para o fundo quando a chuva é mais forte”, disse, referindo-se à situação da alameda.
A Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan), informou em nota que vai mandar uma equipe técnica hoje até a Alameda Francisco de Oliveira Nobre para fazer o levantamento dos trabalhos que serão necessários e em seguida incluir a via na lista de programação da PMA. E sobre o mato, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), também informa que vai realizar a limpeza de toda área até a próxima sexta-feira.
(Diário do Pará)
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