O mato já encobre as sepulturas visivelmente deterioradas e as calçadas que deveriam servir de passagem para os visitantes. Também é possível observar o acúmulo de lixo em algumas áreas pela falta de limpeza. Esses são apenas alguns dos problemas que têm incomodado visitantes e ambulantes que trabalham no entorno do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, localizado na Batista Campos, em Belém.
Desativado desde 1880, o cemitério que abriga mausoléus de grande valor histórico é também o mais antigo cemitério público de Belém. Apesar de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o espaço é reflexo da falta de manutenção e de segurança. Quem visita o local nas segundas-feiras, dia de novena das almas, espera ver o espaço sendo mais bem cuidado.
“Venho frequentemente aqui, pois sou devota das almas há muitos anos. E, quando vejo alguém estranho, já fico desconfiada. Geralmente vou para lugares mais limpos. Deveria haver uma assistência melhor. Nunca vi uma assistência aqui. Convivemos tanto com a insegurança de assaltos quanto de bichos peçonhentos. Como lá atrás não está tão sujo, eu vou. Está tudo quebrado, muito abandonado”, reclama uma visitante que preferiu não ser identificada.
(Diário do Pará)
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