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Degradação pode acarretar sérias consequências

O baixo volume das águas do Araguaia, em relação ao mesmo período nos anos anteriores – quando as chuvas são intensas e constantes na região – tem preocupado especialistas na área ambiental e a população que vive às margens do rio. A Delegacia de Repress

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O baixo volume das águas do Araguaia, em relação ao mesmo período nos anos anteriores – quando as chuvas são intensas e constantes na região – tem preocupado especialistas na área ambiental e a população que vive às margens do rio.

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), do Estado de Goiás, divulgou esse mês um levantamento sobre as condições ambientais das nascentes do rio Araguaia localizadas naquele território.

De acordo com os dados e imagens colhidas ao longo de três meses, a estimativa é que, se a situação não for corrigida imediatamente, a bacia pode secar em até 40 anos. Vídeos feitos pela polícia mostram toda a destruição da natureza em algumas cidades que cercam o rio. Em alguns pontos, a mata foi derrubada para dar lugar a plantações ou pastos para a criação de gado.

“O rio Araguaia vem ano a ano padecendo pela exploração econômica de sua área. Já está muito depredado, mas ainda tem tempo [de salvar o rio]. É questão de conscientização, de trabalho e de fiscalização”, disse o biólogo Marcus Aurélio Fialho.

“Nos anos anteriores nesse mesmo período o rio estava transportando. Esse ano já é possível ver várias porções de areia, o que antes só ocorria a partir do mês de maio. É uma situação preocupante. O Araguaia é o maior patrimônio da nossa cidade. Se não existisse o Araguaia, jamais existiria Conceição”, disse o autônomo José Lima, 55, morador das proximidades da Orla de Conceição do Araguaia, sudeste do Pará.

Com aproximadamente dois mil quilômetros de extensão, o Araguaia nasce em Goiás e deságua no Pará.

(DOL com informações de Delmiro Silva/Diário do Pará)

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