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Agredida por guarda em UPA teria problemas mentais

Após a divulgação do vídeo que mostra um guarda municipal agredindo uma mulher na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Cidade Nova 8, no último sábado, 21, o caso ganhou repercussão nacional e diversas especulações de quem, de fato, seria a suposta vít

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Após a divulgação do vídeo que mostra um guarda municipal agredindo uma mulher na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Cidade Nova 8, no último sábado, 21, o caso ganhou repercussão nacional e diversas especulações de quem, de fato, seria a suposta vítima apareceram, porém a polícia ainda continua com as investigações e não confirma a identidade da vítima.

Na manhã de ontem, uma senhora identificada como Ruthe Souza, de 52 anos, esteve na Seccional da Cidade Nova, dizendo que, pelas imagens, reconheceu a vítima como sendo sua irmã, Rosangela Pinheiro de Souza, 45 anos, portadora de deficiência mental e desaparecida desde janeiro. “Minha filha viu as imagens e disse que era ela, que fugiu de casa no dia 28 do mês passado, dizendo que ia para o carnaval, mas não voltou pra casa até agora”, conta.

De acordo com a suposta irmã da vítima, a mulher estava com os cabelos loiros quando foi vista pela última vez, porém, Ruthe acredita que há fortes possibilidades de ser Rosangela a paciente agredida. “Por ser muito vaidosa, ela pinta os cabelos todo tempo. Só vive mudando de cor. Ela tem problemas mentais, mas não é boba, minha irmã entende as coisas, sabe ir ao médico e sempre leva os remédios controlados na bolsa. Acreditamos ser ela pela roupa e pelo relógio que aparecem no vídeo, além dos gritos, do jeito e da voz. Ela tem problema no pé, com muitos calos e dores frequentes, e por isso, achamos ser ela”, afirma.

Na manhã de ontem, a senhora, que suspeita ser irmã da vítima, esteve também na UPA onde ocorreu o fato, contudo, ao chegar no local, uma funcionária, não identificada, disse ter reconhecido a mulher através da foto que Ruthe levou. Entretanto, ao falar com a diretora da Unidade, ela negou que a irmã de Ruthe fosse a paciente agredida pelo guarda municipal.

“Pedi o nome da pessoa que apanhou daquele homem, e ela não deu. A diretora disse apenas que não era a Rosângela e não deixou a outra funcionária, que me disse que era a minha irmã, falar mais nada, sendo que antes disso, ela disse que ela tinha feito o atendimento dela. Por isso, estou na delegacia, quero saber se realmente é minha irmã e o que fizeram com ela, pra onde ela foi”, comentou revoltada.

Por outro lado, a polícia alega que o caso está sendo investigado, mas que no boletim de ocorrência registrado pelo guarda municipal no sábado, após a confusão, o nome da mulher citada por ele é outro, assim como o endereço. O caso foi encaminhado para a Delegacia da Mulher, que passará a fazer as apurações. Por esse motivo, o delegado que conduzia o fato e fez as primeiras diligências na UPA, na manhã de ontem, preferiu não se manifestar sobre o assunto.

A reportagem esteve na UPA, mas a diretora se recusou a falar com a imprensa sobre o assunto. Um funcionário não identificado, disse que o guarda municipal estava de plantão naquele sábado, e que há um ano, ela trabalha na Unidade de Pronto Atendimento e nunca teve nenhum problema com paciente, portanto, o servidor afirmou que o acusado sempre teve uma postura pouco amigável com as pessoas. “Recebemos aqui todo tipo de gente, tem pessoas porres, outros com problemas, mas temos que ter jeito e não tratar mal”, comentou.

Agressor foi afastado de suas funções.

(Diário do Pará)

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