A Sociedade Brasileira de Ortopedia (Sbot) lançou uma campanha nacional chamando a atenção para a necessidade de orientar médicos e pacientes sobre os riscos da refratura (segunda fratura em osso quebrado anteriormente) causada pela osteoporose. O diretor de Relações Institucionais do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sbot, Márcio Passini, disse ontem que há dificuldade de diagnosticar a osteoporose, porque é uma doença assintomática, que o paciente, muitas vezes, desenvolve sem saber.
Um exame chamado densitometria identifica o problema. A campanha visa alertar a população para que fale do assunto com seu ortopedista e cobre dele mais atenção para a doença. “O tratamento da osteoporose é para impedir que a pessoa tenha a primeira fratura.” O que ocorre, porém, é que muitas vezes a pessoa tem uma fratura osteoporótica que é tratada, mas, como a osteoporose é estudada por um grupo reduzido de ortopedistas, o profissional acaba esquecendo de pedir ao paciente a densitometria ou encaminhá-lo a um especialista, disse.
“Com isso, a pessoa que teve uma fratura osteoporótica tem um risco aumentado de ter a segunda (fratura). A pessoa (com osteoporose) tem duas vezes mais chances de ter uma segunda fratura do que de ter a primeira, e quatro vezes mais de ter a terceira. É exponencial, vai aumentando”, explicou.
TRATAMENTO
A campanha objetiva lembrar a população que quem teve uma fratura osteoporótica precisa tratar a doença. Para o médico, nessa hora, é mais importante saber que a pessoa tem uma fragilidade óssea e tratar. “Precisamos entender que a pressão da população sobre o médico faz mais efeito do que a pressão das entidades de classe sobre o médico”.
(Agência Brasil)
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