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Festa e vídeo marcam nove anos de espera

Com balões, bolo e enfeite de número de protocolo, a professora Maria Pinheiro Machado, de 63 anos, reuniu os amigos e a família em Rondon do Pará, sudeste paraense, e realizou uma festinha para lembrar os nove anos de espera pela aposentadoria de profess

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Com balões, bolo e enfeite de número de protocolo, a professora Maria Pinheiro Machado, de 63 anos, reuniu os amigos e a família em Rondon do Pará, sudeste paraense, e realizou uma festinha para lembrar os nove anos de espera pela aposentadoria de professora pelo Pará. O vídeo gravado durante a festa foi parar nas redes sociais e ganhou grande repercussão. As imagens foram gravadas no último dia 14.

A professora deu entrada no pedido no dia 14 de fevereiro de 2006 e o processo, que já tem 102 folhas, ainda tramita entre os órgãos estaduais. Ela acredita que a demora seja por falta de compromisso dos órgãos públicos uma vez que, segundo ela, foram exigidos documentos já anexados ao processo.

No vídeo ela conta que trabalhou 37 anos em sala de aula e está afastada há nove anos, aguardando sair sua portaria. Neste período, Maria Pinheiro já esteve em Belém por cerca de 30 vezes para resolver a situação e, segundo ela, a resposta da Secretaria de Educação (Seduc) é que o processo está em análise.

Ao final do descontraído vídeo, a professora de 63 anos e os convidados cantam a cantiga “Parabéns pra você” e, em seguida, repetem a frase “que vergonha!”.

Segundo Maria Pinheiro, o objetivo da festinha e do vídeo foi chamar a atenção das autoridades, além de protestar contra o desrespeito com a categoria. “Fiz com o objetivo de resgatar o respeito pelo professor. No primeiro momento pensei em fazer sozinha, mas pensei que poderia servir para muitas pessoas que estão na mesma situação”, relata.

REPERCUSSÃO

Professores e amigos de Maria Pinheiro se mobilizaram pela causa e compartilharam o vídeo. Leila Rodrigues que também é professora em Rondon do Pará, considerou a atitude de Pinheiro louvável. “Quando ela disse que ia fazer o aniversário nós nem acreditamos que iria ter a dimensão que pegou. Foi de grande valia para todos nós porque eu também estou a caminho da minha aposentadoria”, conta Leila.

O Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev) informou, através de nota, que quando a interessada deu entrada no pedido de aposentadoria, tinha a ausência de documentos necessários à correta instrução processual, conforme a Resolução nº 17.300 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), foram realizadas diversas diligências para sanar as pendências ora encontradas.

Segundo a nota, a servidora estava acumulando o cargo de professora no Estado com a função de Escriturária na Prefeitura de São Domingos do Capim, como também o cargo efetivo de Agente Administrativo, na Secretaria Municipal de Educação de Rondon do Pará, em determinados períodos de sua vida funcional. O Igeprev diz que esses cargos são inacumuláveis por força de lei, motivo pelo qual sua aposentadoria foi indeferida e todas as medidas cabíveis para apurar possíveis irregularidades já estão sendo tomadas.

(Diário do Pará)

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