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Eleição será realizada no dia 17 de maio

A eleição para a escolha do novo prefeito e vice-prefeito do município de Igarapé-Miri, na região nordeste paraense, foi agendada para o próximo dia 17 de maio, segundo anunciou ontem o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). O município está sendo

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A eleição para a escolha do novo prefeito e vice-prefeito do município de Igarapé-Miri, na região nordeste paraense, foi agendada para o próximo dia 17 de maio, segundo anunciou ontem o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

O município está sendo administrado interinamente por Ronélio Antônio Rodrigues Quaresma, presidente da Câmara de Vereadores do município. Em outubro do ano passado, o Tribunal cassou o mandato do ex-prefeito Ailson Santa Maria do Amaral (DEM) – conhecido pelo apelido de “Pé de Boto” – por abuso de poder econômico cometido em 2012, quando disputou a prefeitura. O vice Edir Correa também teve o diploma invalidado pelo TRE pelo mesmo crime. O novo pleito será como qualquer outro e terá o voto obrigatório para todos os eleitores do município com idade entre 18 e 70 anos.

Segundo a corte eleitoral, a data foi definida conforme a portaria nº 658/2014, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece o calendário para eleições suplementares em 2014 e 2015. Igarapé-Miri possui 44.994 eleitores distribuídos em 41 locais de votação, com 139 sessões eleitorais.

“Pé de Boto”, que também responde a diversos processos judiciais, um deles criminal, onde responde sob acusação de participação em grupo de extermínio, foi cassado em outubro do ano passado, em meio ao período de campanha eleitoral para governador do
Estado.

Na época, apoiava o candidato Simão Jatene, servindo inclusive de cabo eleitoral. Ailson se intitulou “coordenador de campanha no Baixo Tocantins” de Jatene. Ele chegou a recorrer da decisão, mas, em janeiro deste ano, o TRE manteve, por unanimidade, a cassação dele e de Edir.

Um mês antes da invalidação de seu diploma, “Pé de Boto” foi preso e acusado de desviar recursos públicos, adulterar notas fiscais, abrir empresas de fachada e comandar esquema fraudulento em processos licitatórios para o próprio enriquecimento. Porém, foi solto no dia 7 de outubro, dois dias antes da cassação.

(Diário do Pará)

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