As análises de águas superficiais que banham as praias de Alter do Chão, em Santarém, região oeste do Pará, coordenadas pela professora de engenharia de pesca, Graciene Fernandes, do Laboratório de Ensino Interdisciplinar em Biologia Aplicada da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) não podem ser consideradas conclusivas para determinar que estejam impróprias para banho, como na Praia do Amor, e em alguns casos, para consumo humano.
Ainda há a necessidade de um exame de contraprova e críticas de especialistas no assunto sobre interpretação agrupada de amostras de água para banho e consumo, e a conclusão precipitada dessas análises de laboratório, tendo em vista que não foram realizadas as cinco amostragens, conforme determina a legislação para emissão de parecer conclusivo.
O juiz Rafael Gres, da Comarca de Santarém, no dia 13 de fevereiro, negou a interdição das praias de Alter do Chão, requerida pelo Ministério Público, tomando por base o relatório microbiológico da Ufopa.
Esta semana os resultados das análises feitas pela Ufopa em água para consumo humano começaram a ser contestados. Donos de estabelecimentos comerciais, e até por diretores de escolas, que afirmou que o teste feito pelo laboratório da Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), um dia após a coleta feita pela Ufopa, que atestou a potabilidade da água consumida por alunos, professores e servidores do estabelecimento.
Segundo o especialista, essa distorção no resultado dos exames ocorre por vários motivos, mas principalmente pela formação de bolhas minúsculas quando da preparação/autoclavagem do meio de cultura, que se expandem durante as etapas de incubação do cultivo, ou quando o exame é interrompido Ana primeira ou segunda etapa antes das 72h necessárias para a terceira fase de isolamento confirmativo para coliformes termotolerantes, que são, coliformes totais que sempre terão densidade superior a dos coliformes termotolerantes em qualquer exame de colimetria.
(DOL com informações do site O Estado Net)
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