A Executiva Belém do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) unificou as lutas sindicais com demais servidores da rede municipal para buscar igualar seus direitos no que diz respeito à campanha salarial de 2015. Ontem, o Sintepp anunciou a pauta de negociação que será discutida com a gestão municipal de Zenaldo Coutinho, que deverá ocorrer no dia 2 de março.
“Percebemos que lutando isolados não temos força e esta é uma forma de pressionar o prefeito Zenaldo Coutinho”, disse Aldo Rodrigues, coordenador da Executiva Belém do Sintepp. Participam da unificação os sindicatos da saúde (Sindsaúde); dos trabalhadores em saúde pública do Estado do Pará (Sintesp); dos trabalhadores das empresas concessionárias de transporte público de Belém (Sintbel); dos guardas municipais do Pará (Singmep) e as associações dos servidores do Ipamb (Assipreb) e da Funpapa (Asfunpapa).
SALÁRIO
“Reivindicamos o realinhamento salarial dos servidores municipais no ano de 2015, no percentual de 13%. O Zenaldo reajustou em 10% e ainda alega que temos um dos maiores reajustes do país, mas não é. Ele confunde as pessoas quando diz isso, na verdade temos 65 horas de trabalho a mais, são horas estendidas”, disse Aldo.
As categorias também pedem reajuste do vale alimentação para R$ 600. Segundo Aldo, a maioria dos servidores municipais recebe, atualmente, vale no valor de R$220.
“O vale alimentação está congelado há cinco anos em 220 reais. Os servidores da Semob (Secretaria Executiva de Mobilidade Urbana de Belém) recebem R$ 450, enquanto a maioria dos servidores da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde) ainda nem é contemplada com o vale. O valor reivindicado é equiparado com o que é pago aos servidores da Câmara de Vereadores”.
As categorias irão brigar também pelo fim das terceirizações no serviço público municipal e por contratações nas áreas administrativas. O intuito é fazer com que o prefeito chame os concursados que estão no cadastro de reserva e que haja a realização de novos concursos públicos.
“Em dois anos e meio de gestão, o Zenaldo não fez concurso nem chamou os concursados do quadro de reserva. O último concurso foi em 2012 ainda na gestão do Duciomar (Costa), por determinação do Ministério Público do Trabalho. Quase todos os concursos estão com o vencimento para 2016, tem uma lista grande de concursados e o prefeito não chama e isso é ruim para a administração pública”, denunciou Aldo.
(Diário do Pará)
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