Os familiares da idosa Marlene Gouveia Alves, de 74 anos, reclamam da demora em conseguir um leito numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de qualquer hospital especializado, em Belém. A idosa está internada no Hospital Pronto-Socorro Humberto Maradei – o PSM do Guamá – desde a última quarta-feira, após sofrer um infarto.
O quadro clínico é considerado grave e a paciente precisa ser submetida a um cateterismo – um tipo de exame feito para se obter diagnóstico de doenças cardíacas. Segundo a família, este procedimento não é feito na unidade e diante do estado da idosa só pode ser feito em uma UTI. Marlene já está cadastrada da Central de Leitos, mas a espera já dura três dias.
“A informação que nos repassaram é que a transferência dela pode ser para o Hospital de Clínicas ou para o Beneficente Portuguesa, que possuem UTI e fazem cateterismo”, ressaltou Cintia Sapucaia, filha da idosa.
Cintia comentou também que a mãe já apresenta um quadro de infecção, o que complica ainda mais a situação. “Além do leito numa UTI ela vai precisar ser transferida em uma ambulância que contenha equipamentos de UTI. No PSM, ela tá sendo tratada com o que eles podem oferecer, mas ela precisa de tratamento especializado em cardiologia”, pontuou.
A reportagem tentou contato com Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), responsável pela regulação de leitos nos hospitais da cidade porém, até o fechamento desta edição não obteve resposta.
(Diário do Pará)
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