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Paciente denuncia falta de medicamento no HOL

Constância Alves, de 65 anos, é paciente do Hospital Ophir Loyola (HOL) e denuncia a falta do medicamento 5SU desde dezembro de 2014. O remédio faz parte do tratamento de quimioterapia para pacientes com câncer de pulmão, segundo ela. Sem poder dar contin

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Constância Alves, de 65 anos, é paciente do Hospital Ophir Loyola (HOL) e denuncia a falta do medicamento 5SU desde dezembro de 2014. O remédio faz parte do tratamento de quimioterapia para pacientes com câncer de pulmão, segundo ela. Sem poder dar continuidade às sessões, assim como outros pacientes, a idosa alega que começou a perder peso e deve recorrer ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Constância, ela deve fazer seis sessões de quimioterapia com os medicamentos 5SU e Leucovorin em concomitância, mas com a falta de um deles, o tratamento não pode prosseguir. O 5SU começou a faltar em dezembro de 2014, segundo a idosa, quando ela realizou apenas duas sessões, das seis que é realizada por mês.

Em janeiro e fevereiro, não foi possível dar continuidade a quimioterapia, segundo Constância. Ela informou que houve um tempo em que os dois remédios faltaram, sendo que o Leucovorin já foi reposto no estoque, mas não pode ser usado sem o complemento do 5SU.

REMÉDIO

Constância relata que os funcionários não sabem informar quando o medicamento deve chegar e foi aconselhada a ligar somente dia 9 de março para obter informações sobre a disponibilidade do 5SU. “As pessoas que trabalham lá não têm culpa, isso é culpa do governador (Simão Jatene). Pediram para eu ligar dia 9 ainda para saber se o remédio já tinha chegado, mas eu sempre ligo e nunca atendem o telefone”, contou. “Não sou só eu que está precisando, tem outras pessoas também. Eu estou cada vez mais magra esperando a continuidade do tratamento”, disse.

A última esperança da idosa é recorrer ao MPE para obrigar o hospital a atender os pacientes que necessitam da medicação. O Hospital Ophir Loyola afirmou que recebeu o pedido de esclarecimento da reportagem após horário de expediente administrativo do escritório da gerência de estoque de medicamentos, o qual encerra as 17h.

Desta forma, disse não ser possível verificar a regularidade sobre a disponibilização do medicamento. “Na segunda-feira encaminharemos as devidas informações tão logo sejam averiguados pela gerência de estoque”.

Idosa precisa de leito em UTI.

(Diário do Pará)

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